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Sesau promove mesa redonda sobre diagnóstico e vivências do autismo com estudantes de Psicologia da Ufal

14/04/2026
Sesau promove mesa redonda sobre diagnóstico e vivências do autismo com estudantes de Psicologia da Ufal
Fotos: O momento de diálogo foi uma troca de experiências e construção coletiva sobre o diagnóstico do autismo | Bruno Félix / Ascom Sesau

Bruno Félix 

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), por meio da Supervisão de Cuidado à Pessoa com Deficiência, promoveu, nesta segunda-feira (13), um momento de diálogo, troca de experiências e construção coletiva sobre o diagnóstico do autismo. Realizado na Universidade Federal de Alagoas (Ufal), em parceria com o Programa de Educação Tutorial (PET) de Psicologia, a mesa redonda teve como tema “O impacto do diagnóstico do Transtorno do Espectro Autista na vida social”.

A ação estimulou o debate na comunidade acadêmica, abordando o conhecimento adquirido durante o curso de Psicologia. O evento também possibilitou aos futuros profissionais terem acesso a vivências das pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Participaram do evento Allure Ishtar, estudante de Pedagogia e representante do Coletivo Autista da Ufal e o professor universitário Ulisses Izidoro, mestre em Ensino e Formação de Professores pela Ufal Arapiraca. A estudante de Psicologia da Ufal e integrante do PET de Psicologia, Daniella Vieira, foi a mediadora da mesa redonda.

Representando a Sesau, o psicólogo Samuel Conselheiro, da Supervisão de Cuidados à Pessoa com Deficiência, esclareceu que a proposta do encontro foi expandir, ainda mais, o diálogo em torno da autonomia da pessoa com TEA na programação do Abril Azul, mês de conscientização sobre o autismo. “Fizemos essa ‘provocação’ ao grupo do PET de Psicologia da Ufal e eles toparam”, explicou Samuel, sobre trazer esse diálogo para a universidade.

“É muito importante essa discussão ocorrer ainda dentro do espaço formativo, antes de chegar à promoção do cuidado direto na saúde. São esses estudantes que, no futuro, chegarão aos serviços de atendimento e serão os psicólogos e psicólogas que irão acompanhar as pessoas com o diagnóstico”, completou Samuel.

“Esse ano, temos falado muito na autonomia, que é a temática que guia o Abril Azul como um todo. E, pensando nessa autonomia, propomos essa conversa abordando o que está sendo feito em termos de técnicas, assistência e de cuidado”, afirmou o representante da Sesau.

Neto Rodrigues, integrante do PET de Psicologia, também ressaltou a importância do debate acerca do TEA entre estudantes da Ufal. “Trazer essa temática para a universidade é importante para, além de entender tudo que permeia o diagnóstico, colocar como protagonistas dos assuntos e das vivências as próprias pessoas autistas”, destacou Rodrigues.

“A visão focada no diagnóstico, que recebemos durante a graduação, não é suficiente para que se consiga acolher e manter espaços para que as pessoas com TEA consigam viver suas subjetividades e expressá-las da melhor forma possível”, finalizou.