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IMA/AL participa de Oficina de Cartografia Social com moradores de Barreiras, Coruripe
Raissa Matias
O Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA/AL) participou nessa quarta-feira (8) da Oficina de Cartografia Social e Planejamento Participativo, promovida pelo Instituto de Geografia, Desenvolvimento e Meio Ambiente (IGDEMA) da Universidade Federal de Alagoas (Ufal). A atividade contou com a participação da comunidade do distrito Barreiras, em Coruripe.
A iniciativa faz parte do programa Pró-Manguezais, desenvolvido pelos Ministérios Públicos Federal e Estadual, e visa à conservação, recuperação e uso sustentável do mangue. Durante a atividade, a participação da comunidade local contribuiu com o mapeamento dos usos das áreas de manguezais no distrito.
“É importante que a população tradicional, como pescadores, marisqueiras, as pessoas que vivem em torno deste mangue, esteja presente porque, além de guardiã, tira o sustento desses recursos. Eles sabem quais são as dinâmicas do manguezal, quais são os pontos sensíveis, os pontos de pressão, então, sem a participação pública da comunidade local, não se constrói instrumentos e políticas públicas efetivas para conservação dos manguezais”, explicou a consultora ambiental do IMA/AL, Islane Emília.
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Para a procuradora da República, Juliana Câmara, a proteção e recuperação dos manguezais é algo indispensável. “Os manguezais são o berçário da vida, ajudam a conter a erosão marinha e também a gerar renda para as pessoas, tanto aquelas que vivem da pesca e da apanha de mariscos, como também o próprio desenvolvimento do turismo, sobretudo aquele que é fundado em uma base comunitária”, pontuou.
Durante a oficina, a comunidade pode falar sobre os pontos fortes do local, mas também reforçar pontos importantes que precisam de atenção.
“Entendemos quais são as suas experiências de vida, como eles enxergam as dinâmicas que estão acontecendo nos manguezais. Esse momento de conversa e diálogo com a comunidade também vai servir bastante para prefeitura e para todas as instituições relacionadas com a gestão ambiental conseguirem complementar informações técnicas, fazer novos estudos, novas pesquisas sobre o território e tudo o que ocorre aqui dentro do município”, explicou a professora do IGDEMA/UFAL, Simone Affonso.
Segundo ela, outras oficinas de cartografia social serão promovidas não só em Coruripe, mas também na Barra de São Miguel e em Marechal Deodoro, que também fazem parte do programa.
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O promotor de Justiça, Alberto Fonseca, comemorou a participação da comunidade.
“Assim é possível construir políticas eficientes para conservação e preservação desse importantíssimo ecossistema, associado ao bioma Mata Atlântica, para que ele possa sobreviver e garantir uma pesca farta e toda a sobrevivência da comunidade do entorno. Fiquei muito feliz em ver a comunidade participando ativamente, não apenas apresentando seus problemas e dificuldades, mas também apresentando propostas e soluções”, destacou.
Para Maria Lúcia, moradora de Barreiras e presidente da Associação de Ostreicultores de Barreiras de Coruripe (AOBARCO), essa foi uma oportunidade de todos os moradores aprenderem como preservar esse bem natural tão importante para a sua sobrevivência.
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“Estamos aprendendo como podemos cuidar ainda mais do nosso manguezal, que é de onde tiramos nosso sustento e fazendo um apelo para que tenha mais cuidado com o nosso Rio Coruripe. Esse é o legado que eu luto tanto hoje e tenho lutado tanto por esse bem-estar da minha comunidade de Barreiras, para que meus netos se orgulhem do que a avó deles fez, do que está deixando para eles, e que eles tenham esse conhecimento e possam continuar essa nossa cultura”, finalizou.