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Atuação da fisioterapia na UTI auxilia na recuperação dos pacientes

23/03/2026
Atuação da fisioterapia na UTI auxilia na recuperação dos pacientes
Fotos: A presença de profissionais dessa área também contribui para a redução de custos hospitalares | Assessoria

As Unidades de Terapia Intensiva (UTI) exigem a atuação integrada de diversos profissionais de saúde. Entre eles, o fisioterapeuta desempenha um papel fundamental na recuperação do paciente. Esse especialista atua na otimização das funções respiratória e motora de internados críticos, ajudando a prevenir complicações, reduzir o tempo de internação e promover a recuperação da independência funcional.

De acordo com Elenildo Aquino, fisioterapeuta e docente do curso de Fisioterapia da UNINASSAU Maceió, uma das responsabilidades é monitorar os parâmetros respiratórios. “É fundamental conduzir de maneira que o enfermo retome, o quanto antes, a ventilação espontânea. De modo geral, o profissional também conduz o processo de retirada do equipamento, promovendo a transição segura da ventilação mecânica para a independente”, explica.

Entre as técnicas utilizadas na UTI em benefício do paciente estão a higiene brônquica, responsável pela remoção de secreções; a reexpansão pulmonar, utilizada para readequar o volume pulmonar; e a mobilização precoce. “Há alguns desafios para quem é da área, como a sobrecarga de trabalho, visto que, para alcançar melhor renda, muitos acumulam vínculos, enfrentando plantões intensos. Há, ainda, a pressão psicológica, pois enfermos em estado grave exigem decisões rápidas, precisas e seguras”, destaca o professor.

A inserção precoce do fisioterapeuta, iniciada nas primeiras 48 a 72 horas, pode melhorar significativamente os desfechos clínicos de situações críticas. Essa intervenção auxilia a reduzir os efeitos do imobilismo prolongado, otimiza a função respiratória e acelera a reabilitação funcional. “A presença contínua ajuda a prevenir problemas respiratórios, como pneumonia associada ao acamamento e à ventilação mecânica, além de evitar atelectasia, trombose, úlceras por pressão e fraqueza muscular por desuso. Com isso, é possível reduzir o tempo de permanência no hospital e melhorar os desfechos dos pacientes”, enfatiza o especialista.

As taxas de reinternação também diminuem. A mobilização iniciada ainda no leito e mantida durante a reabilitação após a alta ajuda a prevenir complicações funcionais e respiratórias, as quais, muitas vezes, levam o paciente de volta ao hospital. “A redução do tempo de internação também gera economia. Essa prática otimiza recursos, aumenta a rotatividade dos leitos e amplia a disponibilidade para quem necessitar, além de favorecer altas mais rápidas e com menos complicações”.

A atuação integrada com a fisioterapia, por meio de uma abordagem colaborativa, está alinhada aos princípios do Sistema Único de Saúde (SUS), especialmente à integralidade do cuidado, o qual pressupõe a colaboração conjunta de diferentes campos. “Com a especialidade inserida na equipe multiprofissional, o atendimento torna-se mais completo e eficiente, envolvendo áreas como enfermagem e nutrição. Cada profissional, dentro de sua expertise, amplia as possibilidades de cuidado e favorece melhores resultados para o paciente”, finaliza Elenildo Aquino, professor do curso de Fisioterapia da UNINASSAU Maceió.

Assessoria UNINASSAU Maceió