Geral
Casa da Mulher Alagoana recebe visita de estudantes de Palmeira dos Índios
A Casa da Mulher Alagoana, equipamento do Poder Judiciário de Alagoas voltado ao acolhimento e atendimento de mulheres em situação de violência, recebeu a visita de estudantes e representantes da escola municipal Antônio Fernandes da Costa, de Palmeira dos Índios.
Durante a atividade, a equipe apresentou a estrutura do local, explicou o funcionamento dos serviços oferecidos e abordou os diferentes tipos de violência contra a mulher, ampliando o conhecimento dos participantes sobre o tema.
A coordenadora da Casa da Mulher Alagoana, Paula Lopes, destacou que a visita reforça o papel educativo da instituição. “É importante porque divulga o trabalho da casa e também porque essa temática está sendo muito debatida nas escolas. Esse processo de educação em direitos das mulheres dentro do espaço escolar tem surtido efeitos positivos”, disse.
A iniciativa integra ações pedagógicas desenvolvidas pela escola, localizada na zona rural. Segundo a coordenadora da unidade, Luziane Fernandes, a visita faz parte de um trabalho de conscientização que envolve também as famílias dos alunos.
“Nós criamos um grupo chamado Liga das Mães, que está nos auxiliando em alguns projetos. Estamos aqui na Casa da Mulher e vamos levar o que recebemos de informação para a escola, para outras mães, fazendo palestras para conscientizar que a violência não é só física, existem vários tipos”, destacou.
Luziane ressaltou ainda a importância de ampliar o debate dentro do ambiente escolar. “Queremos que isso seja falado não só pela equipe, mas também pelas mães e pelos alunos, para que possamos identificar situações que estejam escondidas. Muitas vezes a violência aparece entre eles, como agressões verbais, físicas e o bullying”.
Para os familiares, a experiência também contribui para a formação dos jovens. Andréia Rodrigues, mãe de uma estudante, enfatizou a relevância do acesso à informação.
“Tenho uma filha no 7º ano e acho importante que ela tenha contato com essas informações, porque o dia a dia está muito cheio de violência. Assim, ela vai saber identificar situações de agressão e também ajudar outras pessoas”, afirmou.
A coordenadora Paula Lopes também ressaltou a importância histórica do enfrentamento à violência de gênero. “Nós temos 20 anos da Lei Maria da Penha, e essa é uma geração que já nasceu compreendendo que a violência contra a mulher não é permitida. Aqui, elas conhecem um espaço que acolhe, protege e encaminha, como determina a lei”, concluiu.
Dicom TJAL