Geral

Casos de Mpox no Brasil: sintomas podem surgir na pele, mucosas e olhos

13/03/2026
Casos de Mpox no Brasil: sintomas podem surgir na pele, mucosas e olhos
Fotos: Freepik

Com o aumento dos casos, o vírus Mpox é monitorado de perto pelo Ministério da Saúde. Entre 1º de janeiro e 09 de março deste ano, o órgão confirmou 140 casos da doença viral, além de nove casos prováveis e 539 pessoas com suspeita de terem adquirido a infecção. Os pacientes são de 12 estados brasileiros e do Distrito Federal, sendo que a maioria é de São Paulo.

O Dr. Pedro Antônio Nogueira Filho, oftalmologista e chefe do pronto-socorro do H.Olhos, explica que “o principal sintoma são as erupções ou lesões na pele que podem surgir em qualquer parte do corpo: mãos, pés, tronco, órgãos genitais e boca. Na manifestação ocular, os sinais de alerta são conjuntivite, dor, coceira, sensibilidade à luz, visão turva, inchaço das pálpebras, lesões ou bolhas ao redor dos olhos. O paciente também pode apresentar febre, calafrios, ínguas, fraqueza, dor de cabeça e dor corporal”.

“O tratamento é focado nos sintomas e pode envolver o uso de analgésicos, antitérmicos ou medicamentos antivirais nos quadros mais graves. Para os sintomas oculares, poderão ser indicados colírios lubrificantes, antivirais ou antibióticos, além de compressas frias e úmidas sobre os olhos fechados para reduzir o inchaço. A higienização das pálpebras poderá ser feita com soro fisiológico”, recomenda o médico.

Após o contato com o vírus, os sintomas podem demorar de três a 21 dias para aparecer. O risco de contágio é maior no período entre o surgimento dos sinais da doença e a cicatrização das lesões. Para se proteger é importante evitar o contato direto com o paciente ou materiais contaminados, higienizar sempre as mãos com água e sabão ou álcool gel. Profissionais de saúde e cuidadores devem utilizar máscaras e luvas e, se possível, tomar a vacina contra Mpox disponibilizada pelo Sistema Único de Saúde para grupos prioritários.

A doença viral é considerada uma zoonose, pois o agente infeccioso pode ser transmitido dos animais para os seres humanos e vice-versa, como também de uma pessoa para a outra. Estudos indicam que o vírus é carregado principalmente por pequenos roedores, como esquilos, sendo que os macacos geralmente são hospedeiros acidentais, assim como os humanos. Para reduzir o estigma em relação aos primatas, a Organização Mundial da Saúde passou a chamar a infecção de Mpox, em vez de Varíola dos Macacos, nome usado anteriormente.

Em caso de suspeita da infecção viral, procure um pronto atendimento, lembrando de utilizar máscara facial e de manter distância de outras pessoas. O Dr. Pedro Antônio Nogueira Filho recomenda ainda “evitar tocar nas feridas a fim de evitar que se espalhem para outras regiões do corpo e somente utilizar medicamentos prescritos pelo médico. É preciso ter extrema cautela com antiinflamatórios não esteróides, corticóides, ácido acetilsalicílico e anticoagulantes, pois podem piorar o quadro inflamatório, levar a hemorragias, entre outras complicações”.

Fonte: Assessoria