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Central de Transplantes de Alagoas promove o Curso de Comunicação em Situações Críticas
Fabiano Di Pace
A Secretaria de Estado de Saúde (Sesau), através da Central de Transplantes de Alagoas, promoveu, nesta sexta-feira (6) o Curso de Comunicação em Situações Críticas. O evento, realizado no auditório do Maceió Mar Hotel, no bairro de Ponta Verde, em Maceió, foi voltado para profissionais de saúde e equipes que atuam em Comissões Intra-Hospitalares.
Segundo a coordenadora da Central de Transplantes de Alagoas, Daniela Ramos, o curso teve o propósito de capacitar os profissionais sobre o diálogo sensível e esclarecedor com famílias de pacientes em morte encefálica. Isso porque, este processo é fundamental para favorecer decisões conscientes sobre a doação de órgãos.
“A doação de órgãos permite que pacientes em estado grave tenham uma nova chance de viver, sendo um ato de grande nobreza e solidariedade. Mas é fundamental que os profissionais adotem técnicas corretas na hora de conversar e abordar os familiares”, destaca a coordenadora da Central de Transplantes de Alagoas.
Autorização Familiar
Daniela Ramos, explica que, no Brasil, a doação de órgãos só é efetuada mediante autorização familiar. Portanto, mesmo que alguém tenha expressado o desejo de ser doador em vida, a doação só ocorre se a família concordar.
“O aumento na conscientização e na autorização familiar contribui diretamente para que mais órgãos sejam captados. Com isso, beneficiamos as pessoas que aguardam um transplante em Alagoas e reduzimos a fila de espera”, reforça.
Determinação em Morte Encefálica
Neste sábado (7), o evento continua com o Curso de Determinação em Morte Encefálica, voltado para médicos. O curso irá capacitar 20 profissionais médicos para realizar o diagnóstico de morte encefálica conforme a Resolução CFM nº 2.173/2017, abordando exames clínicos, teste de apneia e exames complementares.
“A gestão estadual segue em seu esforço para garantir cada vez mais segurança clínica e celeridade para as pessoas que necessitam de doações de órgãos e para as famílias dos potenciais doadores. Por isso, capacitar as equipes que atuam no processo de captação de órgãos para transplantes é fundamental”, destaca Daniela Ramos.