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“O clima no mundo inteiro afeta o preço dos alimentos”, diz Paulo Teixeira sobre as mudanças climáticas
As mudanças climáticas e seu impacto sobre a produção agrícola foi um dos temas de destaque do programa “Bom Dia, Ministro” desta quinta-feira (5/3), com o titular do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira. Para ele, é imprescindível a população mudar hábitos para o país alcançar o status de proteção ambiental, seja no campo ou na cidade. Nesse sentido, o ministro destacou que as mudanças climáticas são uma das principais responsáveis pelo aumento no preço dos alimentos.
“Precisamos reflorestar, precisamos recuperar áreas degradadas, recuperar mananciais, recuperar áreas de proteção ambiental. Recuperar todas as áreas que possam ser recuperadas, seja na nossa propriedade, seja na nossa cidade, fazendo coleta seletiva de lixo”, afirmou o ministro.
"O clima no mundo inteiro afeta o preço dos alimentos. Precisamos cuidar do meio ambiente. Cuidar do tema ambiental é uma questão central. E isso significa mudança de comportamento.”, Paulo Teixeira, Ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.
Paulo Teixeira destacou o impacto que as mudanças climáticas têm no preço dos alimentos. “O clima no mundo inteiro afeta o preço dos alimentos. Precisamos cuidar do meio ambiente. Cuidar do tema ambiental é uma questão central. E isso significa mudança de comportamento”, disse o ministro durante o programa, nesta quinta-feira.
Esse debate, inclusive, esteve presente na 39ª Sessão da Conferência Regional da FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura) para a América Latina e o Caribe, que está sendo realizada em Brasília até esta sexta-feira (6/3).
AGRICULTURA REGENERATIVA — Uma das alternativas que o ministro sugeriu para combater as mudanças climáticas no campo é a agricultura de baixa emissão de carbono. De acordo com Paulo Teixeira, essa é uma das principais transições que a pasta busca, principalmente quando se trata de superar antigas práticas culturais rurais.
“Uma das nossas grandes lutas é para a superação de certas práticas culturais que são muito prejudiciais ao meio ambiente, como o uso do fogo na agricultura. Hoje, você pode mecanizar a agricultura e esse é o nosso esforço. Com a mecanização, por exemplo, temos juros baixos, 2%, para comprar um trator ou uma roçadeira. Nós agora estamos estimulando a vinda de roçadeira automática para o Brasil”, destacou.
Com a mecanização, é possível realizar a recuperação de áreas e pastagens degradadas. Isso garante a melhoria e a correção do solo e, consequentemente, a captura de maior quantidade de carbono. Sobre o assunto, o titular da pasta de Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar também relembrou o Programa Nacional de Florestas Produtivas, que tem como objetivo a recuperação dessas áreas degradadas para fins produtivos. Por este programa, é possível alcançar a regularização ambiental da agricultura familiar, contribuindo para a ampliação da capacidade de produção de alimentos saudáveis e de produtos da sociobiodiversidade, além de gerar mais renda para os agricultores.
QUINTAIS PRODUTIVOS — Outro programa do Governo do Brasil citado pelo ministro é o Programa Quintais Produtivos das Mulheres Rurais, voltado para a promoção da segurança alimentar e nutricional e da autonomia econômica das mulheres do campo. “Importante dizer que o Brasil saiu do mapa da fome, isso é um feito da sociedade brasileira, é um feito muito importante, mas o Brasil tem que garantir alimento saudável. E os quintais produtivos têm uma pegada agroecológica, o não uso de agrotóxico na agricultura e a emancipação das mulheres”, ressaltou Paulo Teixeira.
TRANSFERÊNCIA DE EMBRIÕES — Outro tema destacado pelo ministro foi o Programa de Transferência de Embriões, que será lançado neste mês de março com financiamento pelo Pronaf, sendo ofertado 300 mil embriões para serem transferidos para a agricultura familiar. O programa tem o objetivo de facilitar o acesso ao crédito e à tecnologias que permitam a aquisição e transferência de embriões para o melhoramento genético dos rebanhos. Ao aderirem a este processo, pequenos e médios produtores terão maior controle de doenças na reprodução animal, além da facilitação do manejo com um rebanho mais homogêneo.
“O Brasil tem a melhor genética animal do mundo. Então, você tem agricultores cujas vacas dão 5 litros de leite, com a mudança genética, uma vaca vai dar 30 litros de leite. E, assim, o produtor vai ter animais mais valorosos e também mais produção de leite. Isso muda e cria esperança na vida dos agricultores”, afirmou Teixeira.
QUEM PARTICIPOU — Participaram do “Bom Dia, Ministro” desta quinta a Rádio 98 News (Belo Horizonte/MG); Portal O Imparcial (São Luís/MA); Portal Porque (Sorocaba/SP); Rádio Sociedade News (Feira de Santana/BA); Rádio CBN Caruaru (Caruaru/PE); Rádio Bandeirantes (Porto Alegre/RS); e Portal Click PB (João Pessoa/PB).
Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República