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Especialista alerta para mudanças no aluguel por temporada a partir de 2026
Desde o dia 1º de janeiro de 2026, a Lei Complementar nº 214/2025, que regulamenta a Reforma Tributária do Consumo no Brasil, passou a alterar de maneira significativa a forma como alguns proprietários de imóveis que atuam com aluguel por temporada são tributados. A mudança, que substitui tributos como PIS, Cofins, ICMS e ISS pela sistemática do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), determina que determinados locadores possam passar a pagar esses novos tributos, além do Imposto de Renda.
A determinação atinge especialmente os que possuem mais de três imóveis e receita anual superior a R$ 240 mil com locações, e tem mobilizado investidores, proprietários e profissionais do mercado imobiliário em Alagoas, principalmente em municípios com forte vocação turística e alta demanda por hospedagem de curta duração.
Para Erika Silva, especialista no mercado imobiliário e diretora da REMAX Dominax, embora a implementação completa ocorra de forma progressiva até 2033, o novo cenário já altera a forma como investidores avaliam negócios. Para ela, o impacto não deve ser analisado apenas sob a ótica tributária, mas principalmente sob a perspectiva de gestão e profissionalização do setor.
“O investidor que pretende atuar com aluguel por temporada em 2026 precisa entender que o mercado está mais estruturado e mais exigente. Não é mais uma atividade improvisada. É um modelo de negócio que demanda planejamento, estudo de viabilidade e acompanhamento profissional”, explica.
O primeiro reflexo prático da mudança é a necessidade de revisar a precificação dos imóveis destinados à locação por temporada. Em um ambiente regulatório mais claro e com tendência de maior formalização do setor, os custos operacionais passam a ser incorporados de forma mais estratégica ao planejamento do investimento.
Fatores como gestão, manutenção, taxa média de ocupação e cenário tributário tornam-se determinantes para a preservação da rentabilidade. A análise detalhada da operação passa a ser indispensável antes da definição de valores ou da ampliação do portfólio, já que o mercado tende a favorecer investidores que atuam com planejamento estruturado e visão empresarial de longo prazo.
Alagoas como protagonista - O setor de turismo em Alagoas segue aquecido. Dados oficiais da Secretaria de Estado do Turismo (SETUR) indicam crescimento contínuo no fluxo de visitantes nos últimos anos, consolidando o estado como destino estratégico no Nordeste. Esse cenário mantém o aluguel por temporada como alternativa atrativa, mas sob novas regras de organização.
Para Erika Silva, o momento representa uma transição natural de amadurecimento do setor. “O imóvel para temporada continua sendo uma excelente opção de investimento. O que muda é o nível de profissionalismo exigido. O corretor deixa de ser apenas intermediador e passa a atuar como consultor estratégico, orientando desde a escolha do imóvel até o modelo de exploração mais adequado.”
Fonte: Tríade Comunicação