Geral

Atendimento humanizado e acolhimento da Secdef garantem proteção a crianças e adolescentes

19/02/2026
Atendimento humanizado e acolhimento da Secdef garantem proteção a crianças e adolescentes
Fotos: A operação foi executada pelo Centro de Atendimento Integrado para Crianças e Adolescentes (Caica) Ana Beatriz | Ascom Secdef

Raíssa França 

O atendimento humanizado a crianças, adolescentes e testemunhas em situação de violência foi o principal foco da Operação Carnaval, realizada pela Secretaria de Estado da Cidadania e da Pessoa com Deficiência (Secdef) na Central de Flagrantes, em Maceió, durante o período festivo. A iniciativa priorizou a escuta qualificada, o sigilo e o acolhimento imediato, reforçando a importância de proteger as vítimas desde o primeiro atendimento.

Antes mesmo do Carnaval, a Secdef promoveu ações de conscientização em Marechal Deodoro, Jaraguá, Jacintinho e Centro, preparando a população e ampliando a visibilidade sobre a importância da denúncia e do cuidado com crianças e adolescentes.

A operação foi executada pelo Centro de Atendimento Integrado para Crianças e Adolescentes (Caica) Ana Beatriz, com uma equipe multidisciplinar formada por psicólogos, assistentes sociais e advogados, atuando entre os dias 14 e 18 de fevereiro, das 8h às 20h. Durante esse período, foram registrados quatro atendimentos: dois casos de suspeita de violência sexual, um de injúria racial e um de violência psicológica.

Para a secretária de Estado da Cidadania e da Pessoa com Deficiência, Tereza Nelma, a presença da Secdef na Central de Flagrantes reforçou a proteção de direitos em um período de maior vulnerabilidade.

"O Estado se fez presente para proteger quem mais precisa, especialmente em momentos de maior exposição a riscos como o Carnaval. Garantimos que cada criança e adolescente recebesse atendimento imediato, acolhimento humanizado e proteção desde o primeiro contato. Essa atuação demonstra que a proteção integral é prioridade do governo", destacou a secretária.

Ela reforçou ainda que a estratégia vai além da intervenção pontual. "Ao atuar de forma direta e integrada no local das ocorrências, asseguramos que cada caso seja acompanhado com sigilo, escuta qualificada e encaminhamentos adequados, promovendo proteção contínua e prevenindo novas violações durante períodos de maior vulnerabilidade."

A superintendente da Criança e do Adolescente, Isabela Larisse, acrescentou que a atuação em regime de plantão durante o Carnaval fortalece a proteção integral, assegurando resposta imediata do Estado, prevenção da continuidade das violações e responsabilização quando necessária, conforme os princípios do Estatuto da Criança e do Adolescente.

Na prática, sempre que uma ocorrência envolvendo crianças ou adolescentes era formalizada, a equipe do Caica era acionada imediatamente. O atendimento ocorria em sala reservada, garantindo sigilo, escuta especializada e orientação jurídica.

Após o acolhimento inicial, os casos eram encaminhados ao Conselho Tutelar, Ministério Público e Defensoria Pública, assegurando a continuidade do acompanhamento mesmo após o término do Carnaval.