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Iniciação científica da Uncisal impulsiona formação profissional já na graduação

19/02/2026
Iniciação científica da Uncisal impulsiona formação profissional já na graduação
Fotos: Rayanne Karoline da Silva Fradique já vivencia a ciência como parte da rotina acadêmica | Ascom Uncisal

Danielle Cândido

Antes mesmo de concluir a graduação, Rayanne Karoline da Silva Fradique já vivencia a ciência como parte da rotina acadêmica. Estudante do 7º período de Fonoaudiologia da Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal), ela integra grupos de pesquisa, participa do Programa de Iniciação Científica e transita entre diferentes áreas do conhecimento, mostrando que a formação profissional na saúde começa muito antes da colação de grau.

O interesse pela pesquisa surgiu ainda na educação técnica, quando era estudante do Instituto Federal de Alagoas (Ifal). Ao ingressar na Uncisal, encontrou na iniciação científica a possibilidade de aprofundar esse caminho. Hoje, participa de dois grupos de pesquisa: o Grupo de Estudo e Pesquisa em Comunicação Humana e seus Distúrbios (GEPCH) e o Grupo Estudos em Linguagem e Linguística da Uncisal (ELLUN).

Atualmente, desenvolve pesquisa no Programa de Iniciação Científica 2025–2026, vinculada ao ELLUN, sob orientação da professora Priscila Rufino. O estudo, intitulado “Os vocativos de parentesco em Alagoas: uma caracterização sociolinguística”, investiga como formas de tratamento utilizadas nas relações familiares revelam aspectos culturais, sociais e identitários da comunicação.

Segundo Rayanne, a pesquisa analisa o uso desses vocativos a partir de fatores linguísticos e extralinguísticos, como faixa etária, sexo e contexto sociocultural. “A gente busca compreender como essas formas de tratamento aparecem em diferentes contextos e o que elas revelam sobre as relações familiares e sociais”, explica.

Além desse trabalho, Rayanne também integra pesquisa vinculada ao GEPCH, orientada pela professora Marisa Canuto, que analisa o perfil epidemiológico de pessoas idosas atendidas no Centro Especializado em Reabilitação (CER III), unidade assistencial da Uncisal.
A estudante relata que o contato com a análise de prontuários e com dados da assistência permite compreender melhor as demandas da população atendida. “Quando a gente entra em contato com esses dados, passa a enxergar a prática com mais responsabilidade e embasamento”, afirma.

Para a estudante, a iniciação científica modifica a forma de enxergar a profissão. “A pesquisa amplia nosso olhar. A gente passa a questionar mais, a buscar evidências, a não aceitar respostas prontas”, afirma.

Segundo ela, o envolvimento com estudos científicos influencia diretamente o desempenho nas disciplinas e no estágio, contribuindo para decisões mais fundamentadas e uma postura mais crítica diante das práticas clínicas.




A vivência na pesquisa também possibilita participação em congressos e produção acadêmica. Rayanne já integrou investigações sobre qualidade de vida e perfil vocal de idosos com perda auditiva e colaborou em estudo publicado na área de avaliação auditiva ocupacional, ampliando sua experiência na produção e divulgação científica.

No contexto do Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, celebrado no dia 11 de fevereiro, a estudante destaca a importância da presença feminina nos espaços de produção de conhecimento. “Ver mulheres coordenando laboratórios e orientando pesquisas nos inspira a ocupar esses espaços também”, diz.

Para outras estudantes que pensam em seguir o caminho da pesquisa, Rayanne deixa um conselho direto: “Participem. A iniciação científica é desafiadora, mas transforma nossa formação e nos prepara para atuar com mais segurança e responsabilidade”.

Esta reportagem integra a série especial da Uncisal em alusão ao Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, que apresenta histórias de estudantes e profissionais que desenvolvem atividades de ensino, pesquisa, extensão e assistência na universidade.