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NR-1 e riscos psicossociais: por que dados de saúde ocupacional viram obrigação técnica
A atualização da Norma Regulamentadora nº 1, que entra em vigor em maio deste ano, marca um divisor de águas na gestão de saúde e segurança do trabalho no Brasil. Pela primeira vez, os chamados riscos psicossociais passam a ser reconhecidos formalmente como elementos obrigatórios dentro do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO) e do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR). Na prática, fatores ligados à saúde mental deixam de ser apenas um tema de bem-estar e passam a integrar o campo das obrigações técnicas das empresas.
Até aqui, a atuação das organizações esteve concentrada majoritariamente em riscos físicos, uso de equipamentos de proteção individual e prevenção de acidentes visíveis. Com a nova NR-1, o foco se amplia para aquilo que historicamente permaneceu invisível nos ambientes de trabalho, como sobrecarga emocional, estresse crônico, metas inalcançáveis, falhas de liderança, conflitos interpessoais e ambientes de pressão constante.
Os riscos psicossociais não estão associados a máquinas ou agentes físicos, mas à forma como o trabalho é organizado. Jornadas extensas, baixa autonomia, ausência de suporte gerencial, relações deterioradas e ambientes de medo passam a ser fatores que precisam ser identificados, avaliados e controlados pelas empresas de forma estruturada.
Essa exigência se materializa no PGR. A fiscalização do Ministério do Trabalho passa a avaliar se o programa contempla, de maneira objetiva, os riscos psicossociais. Ignorar esses fatores deixa de ser apenas uma falha de gestão e passa a configurar infração legal, sujeita a autuações e penalidades.
Para Michel Cabral, CEO da Vixting, HR & Health Tech especializada em digitalização da saúde ocupacional, a mudança imposta pela NR-1 reflete uma realidade que já vinha se impondo às empresas.
“A NR-1 transforma em obrigação aquilo que muitos ainda tratam como discurso. O adoecimento emocional já impacta produtividade, afastamentos e clima organizacional. A diferença agora é que as empresas precisam provar que monitoram esses riscos com dados, e não apenas com boas intenções”, afirma.
Nesse novo cenário, dados de saúde ocupacional ganham papel central. Indicadores como recorrência de atestados, tempo médio de retorno ao trabalho, padrões de afastamento por área e histórico de queixas deixam de ser registros administrativos e passam a funcionar como instrumentos técnicos de prevenção, controle e conformidade legal.
Segundo Denisson Felipe, CTO da Vixting, o principal desafio das empresas é transformar informações dispersas em evidências estruturadas e auditáveis.
“A maioria das organizações já possui dados relevantes, mas eles estão fragmentados e sem leitura analítica. A tecnologia permite integrar essas informações, identificar padrões de risco psicossocial e gerar registros consistentes para o PGR. Isso é essencial tanto para prevenção quanto para atender às exigências da NR-1”, explica.

É justamente nesse ponto que a Vixting se posiciona como solução. A empresa oferece uma plataforma integrada de saúde ocupacional que conecta gestão de atestados, prontuário ocupacional, indicadores de saúde e módulos específicos voltados ao mapeamento de riscos psicossociais. Com essa visão consolidada, o RH consegue identificar áreas mais vulneráveis, acompanhar a evolução dos indicadores e estruturar planos de ação preventivos, alinhados às exigências técnicas da norma.
Mais do que cumprir a legislação, a nova NR-1 exige uma mudança de postura. A saúde mental deixa de ser tratada apenas quando o afastamento já ocorreu e passa a ser monitorada de forma contínua, técnica e baseada em dados. Em um ambiente regulatório mais rigoroso, informação deixa de ser apoio e se torna obrigação. E tecnologia passa a ser condição para conformidade.
Sobre a Vixting
Fundada por Michel Cabral, a Vixting é uma startup HR & Health Tech que oferece soluções inovadoras para a digitalização da saúde ocupacional e admissional. A empresa conta com uma plataforma integrada que otimiza processos, reduz a carga manual do RH e permite uma gestão mais eficiente da saúde e segurança dos trabalhadores. Com uma rede de mais de 1.900 médicos parceiros e um forte portfólio de clientes de diversos setores, a Vixting é referência em saúde ocupacional no Brasil.
Assessoria