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Seguro residencial cresce 25% em Alagoas, quarto maior do país
O volume financeiro do seguro residencial em Alagoas cresceu 25,53% em apenas um ano, segundo dados mais recentes da Superintendência de Seguros Privados (Susep). O estado atingiu o montante de R$ 37,11 milhões no período, registrando o maior crescimento do Nordeste e o quarto maior do país.
O avanço acompanha mudanças no perfil do produto, na percepção de risco das famílias e na forma de contratação. Entre os fatores apontados para o crescimento está a ampliação das coberturas e dos serviços oferecidos pelas seguradoras. O seguro deixou de estar restrito a proteção contra incêndio e roubo e passou a incluir assistência 24 horas, com serviços como eletricista, encanador e chaveiro.
“O seguro residencial deixou de ser visto apenas como proteção contra grandes perdas e passou a ser percebido como um plano de manutenção do imóvel, utilizado no dia a dia”, afirma Gabriela Nóbrega, analista de desenvolvimento de negócios da Central Sicredi Nordeste. Segundo a especialista, o custo relativo mais baixo em comparação a outros seguros também favorece a expansão.
Enquanto o seguro de automóvel pode custar entre 3% e 6% do valor do bem, o residencial está na média de 0,1% a 0,3% do valor do imóvel, conforme as características do bem e o nível da cobertura contratada. Essa relação de custo-benefício tem facilitado a contratação, especialmente em períodos de orçamento mais apertado”, explica.
Outro fator associado ao crescimento é a maior percepção de risco diante de eventos climáticos extremos. Dados da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) indicam aumento nas indenizações por danos elétricos e vendavais nos últimos anos. Esse movimento, segundo a especialista, reforçou a busca por proteção patrimonial em diferentes regiões, incluindo o Nordeste.
“Os eventos climáticos deixaram de ser exceção e passaram a fazer parte do planejamento das famílias. Muitas decisões de contratação surgem quando o consumidor observa imprevistos próximos e percebe a necessidade de proteção”, afirma Gabriela Nóbrega.
A digitalização do setor também é outro avanço que favorece a adesão. Plataformas e aplicativos simplificaram a contratação e reduziram etapas burocráticas, permitindo que pequenos proprietários urbanos e rurais tenham acesso mais rápido ao seguro. “A tecnologia reduziu barreiras e tornou o produto mais acessível, ampliando o alcance para públicos que antes não contratavam esse tipo de proteção”, explica.
A expectativa é de continuidade do crescimento, acompanhando mudanças no perfil do produto e na demanda por proteção patrimonial. O seguro residencial tem incorporado novos serviços e ampliado a base de clientes. “O setor vem evoluindo para atender um público mais amplo, incluindo famílias que passaram a valorizar a proteção do patrimônio construído ao longo do tempo. A tendência é de expansão com soluções mais completas e acessíveis”, afirma Gabriela Nóbrega.
Ascom Central Sicredi Nordeste