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Enfermeira abandona vício no cigarro por meio do Núcleo de Apoio ao Fumante da Sesau

10/02/2026
Enfermeira abandona vício no cigarro por meio do Núcleo de Apoio ao Fumante da Sesau
Fotos: Um ano após parar de fumar, a enfermeira Karla Rocha diz que agora tem qualidade de vida em seu cotidiano | Marco Antônio / Ascom Sesau

Suely Melo 

Parar de fumar pode ser um desafio difícil, mas, com apoio especializado e acolhimento adequado, é possível vencer o vício. Foi o que aconteceu com a enfermeira Karla Rocha, de 42 anos, que está há um ano livre do vício do cigarro, após participar do Núcleo de Apoio ao Fumante da Clínica da Família do Jacintinho, situada em Maceió e vinculada à Secretaria de Estado da Saúde (Sesau).

Karla Rocha começou a fumar por meio do cigarro eletrônico, conhecido como “pod” ou “vape”, e utilizou o dispositivo por cerca de três anos. Ao tomar conhecimento dos riscos associados ao vape, ela acabou substituindo o eletrônico pelo cigarro convencional, até perceber a necessidade urgente de interromper o hábito.

“Sou profissional da saúde e sempre soube dos malefícios e da necessidade de parar. Tentei várias vezes, mas não consegui. Foi aí que conheci o grupo da Clínica da Família do Jacintinho e consegui o apoio e a ajuda da equipe multidisciplinar”, relatou.

A enfermeira salientou que, na Clínica da Família do Jacintinho, recebeu o suporte de psicólogos, enfermeiros e médicos, o que foi essencial para que o tratamento alcançasse êxito.

“O atendimento individualizado e as reuniões com outros pacientes se tornaram um incentivo. O apoio do grupo foi muito importante para conseguir o resultado, que foi parar de fumar”, destacou.

Ao comemorar um ano sem fumar, Karla Rocha faz questão de encorajar outras pessoas que ainda enfrentam a dependência da nicotina.

“Faz um ano que estou livre do cigarro. Me libertei do vício e acolho todos que fumam a procurar ajuda. Mesmo com dificuldades, todos podem conseguir largar esse vício. É gratuito, pelo SUS, e vocês terão muito acolhimento”, afirmou.

Ela também relata mudanças significativas na saúde e na qualidade de vida desde que abandonou o tabagismo. “Hoje eu me sinto melhor, tenho mais qualidade de vida, durmo melhor, faço atividade física. Vejo que fiz a melhor escolha ao parar com esse vício”, disse.

Núcleos de Apoio ao Fumante

A Sesau mantém, em parceria com os municípios, 71 Núcleos de Apoio ao Fumante, distribuídos em 23 municípios alagoanos. Em Maceió as unidades estão situadas em II Centro de Saúde (Poço), no Hospital Universitário (Cidade Universitária), na Clínica da Família do Benedito Bentes (Benedito Bentes), na Clínica da Família do Jacintinho (Jacintinho), na Unidade de Saúde Professor Dídimo Otto (Benedito Bentes) e na Unidade de Saúde João Paulo II (Jacintinho).

Há unidades também nos municípios de em Arapiraca, Batalha, Campo Alegre, Coruripe, Craíbas, Igaci, Jaramataia, Jacaré dos Homens, Junqueiro, Maceió, Marechal Deodoro, Pão de Açúcar, Paripueira, Palmeira dos Índios, Pilar e Piranhas. É possível encontrar os núcleos, ainda, em Quebrangulo, São Luís do Quitunde, São Sebastião, Santana do Ipanema, Santana do Mundaú, Teotônio Vilela e União dos Palmares.


De acordo com a enfermeira e assessora técnica do Programa Estadual de Combate ao Tabagismo da Sesau, Tâmara Kelly, não é necessário encaminhamento médico para ingressar no Núcleo de Apoio ao Fumante. O interessado precisa apenas do desejo de parar de fumar e se encaminhar à unidade de saúde mais próxima, portando RG, Cartão SUS e comprovante de residência.

O programa conta com uma equipe multiprofissional e grupos terapêuticos de apoio. “O paciente terá à sua disposição uma rede capaz de fornecer as ferramentas necessárias para enfrentar esse desafio”, salienta Tâmara Kelly.

Como funciona o tratamento

O acompanhamento tem duração de um ano, com foco em mudanças de comportamento e suporte contínuo. No início, são realizadas sessões terapêuticas semanais.

São quatro sessões no primeiro mês, duas sessões no segundo mês e uma sessão mensal a partir do terceiro mês. Todos os pacientes são acompanhados e avaliados por médico integrante do programa. A iniciativa faz parte de uma ação nacional com apoio do Ministério da Saúde e do Instituto Nacional do Câncer (Inca).