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Dor muscular frequente pode ser sinal de desequilíbrio nutricional

10/02/2026
Dor muscular frequente pode ser sinal de desequilíbrio nutricional
Fotos: Dr. Djairo Araújo. | Divulgação

A dor muscular persistente costuma ser associada ao cansaço, excesso de treino ou má postura, mas pode representar um sinal silencioso de desequilíbrios nutricionais e metabólicos, especialmente quando é recorrente, difusa ou acompanhada de fadiga, sono ruim e queda de desempenho físico e mental. No Fevereiro Roxo, mês dedicado à conscientização sobre dor crônica, especialistas reforçam a importância de olhar para a dor de forma mais ampla, considerando não apenas medicamentos, mas também nutrição, inflamação sistêmica, sono e estilo de vida.

Embora a campanha seja frequentemente associada à fibromialgia, o Fevereiro Roxo também engloba lúpus, Alzheimer e doença de Parkinson, condições que compartilham mecanismos como inflamação crônica e alterações neuromusculares, com impacto significativo na qualidade de vida. Nesse cenário, discutir a dor muscular frequente como possível reflexo de carências nutricionais e metabólicas torna-se ainda mais relevante, mesmo quando não há diagnóstico dessas doenças.

Segundo o médico Dr. Djairo Araújo, com atuação em Nutrologia e Medicina Esportiva, a ciência mostra que a dor muscular não está restrita apenas ao músculo em si. “O Fevereiro Roxo nos convida a olhar para a dor de forma mais profunda. Não se trata apenas de medicar sintomas, mas de entender o que está por trás da dor crônica — e muitos desses mecanismos passam por nutrição, inflamação e metabolismo”, afirma.

Estudos em nutrição clínica e medicina do esporte indicam que deficiências de vitamina D, magnésio e ferro, ingestão insuficiente de proteínas, desidratação crônica e consumo excessivo de ultraprocessados podem interferir na contração muscular, na recuperação dos tecidos e na sensibilidade à dor. “Na prática clínica, observo muitos pacientes com dor muscular recorrente que melhoram significativamente após a correção de deficiências nutricionais e ajustes alimentares, antes mesmo de mudanças medicamentosas”, reforça o especialista.

O médico destaca que dores musculares que persistem por mais de três meses, não respondem a analgésicos comuns ou estão associadas a cansaço extremo, estresse e queda de rendimento físico ou mental devem ser investigadas. Além de melhorar a qualidade de vida individual, a abordagem preventiva, com foco em nutrição adequada, sono de qualidade, atividade física orientada e acompanhamento multiprofissional, pode reduzir o uso excessivo de analgésicos, afastamentos do trabalho e a sobrecarga do sistema de saúde.

Fonte: Comunique – Assessoria e Marketing Médico