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Carnaval sem perrengue: dicas da CAIXA para cair na folia com segurança
Com a chegada do Carnaval, milhões de pessoas devem ocupar as ruas de todo o país. Mas, junto com a animação, cresce também a preocupação com furtos, golpes e outras situações comuns em locais de grande aglomeração. Sem dúvidas, a prevenção é a melhor aliada aproveitar a festa sem contratempos.
Pensando nisso, a CAIXA reuniu orientações práticas para reforçar a segurança dos foliões, proteger pertences, evitar prejuízos e reconhecer práticas fraudulentas que costumam se intensificar nesta época do ano.
O jornalista Gustavo Carvalho, folião de Recife e Olinda (PE), lembra do susto que levou no Carnaval de 2025. Ele conta que ao comprar bebidas no bloco do Galo da Madrugada inseriu o cartão na maquininha do ambulante em vez de usar o pagamento por aproximação. “Uma hora depois, quando já estava longe do vendedor, comecei a receber notificações de compras indevidas no celular. Por falta de acesso à internet, eu demorei a conseguir comunicar o fato ao banco e conseguiram gastar R$ 800 no meu cartão”. Ele conta que só conseguiu reverter o prejuízo com uma ação judicial.
A engenheira mecânica Bruna Nascimento, moradora de São Paulo (SP), também enfrentou um golpe durante as prévias carnavalescas. Ela conta que entregou o cartão ao vendedor e recebeu outro em troca, sem perceber. “Guardei na minha bolsa e só percebi no dia seguinte. Conseguiram utilizar R$ 400 do meu limite,” disse. Desde então ela toma alguns cuidados. “Colo um adesivo no meu cartão para reconhecer facilmente que é o meu e nunca entrego na mão do ambulante”, com boletim de ocorrência e uma foto do cartão trocado, ela conseguiu o reembolso do banco.

Bruna brincando o Carnaval de São Paulo com um amigo. “O prejuízo só não foi maior porque reduzo o limite do cartão de crédito.”
Já o bartender Thiago Torres experimentou um golpe diferente, mas igualmente comum no Carnaval. Em Olinda (PE), ele foi surpreendido por um “beijo” inesperado no meio da multidão. “Me perdi por uns instantes dos meus amigos e quando os encontrei, percebi que estava sem a minha pochete. A sorte é que eu guardo o celular e o cartão em uma doleira.” A suspeita é que, durante o beijo, o criminoso tenha levado sua pochete sem que ele percebesse.

Thiago fantasiado no Carnaval. “Agora eu redobro o cuidado com meus pertences.”
Confira algumas orientações que a CAIXA reuniu para ajudar os foliões a passar o Carnaval sem perrengues:
Leve dinheiro em espécie – Além de ajudar o controle dos gastos, evita prejuízos com a utilização de cartões por aproximação e pagamentos com o celular. Outra dica é guardar o dinheiro em bolsos e compartimentos separados. Se levarem uma parte do seu dinheiro você terá o valor guardado em outro lugar para não ficar desprevenido. Vale também não sacar dinheiro em lugares expostos. Prefira agências bancárias e, se possível, vá acompanhando para evitar a “saidinha de banco”.
Reduza os limites do cartão e do Pix – Configure valores baixos para essas transações. Na multidão, criminosos podem usar maquininhas para realizar cobranças por aproximação, aproximando-as de bolsos e pochetes. Capas protetoras contra NFC também ajudam.
Use doleira – Guarde o celular, dinheiro e cartão do banco na doleira. Na pochete guarde itens menos valiosos. Mantenha seus pertences sempre à frente do corpo.
Cuidados com o celular – Evite usar no meio da rua. Prefira lugares com menos gente, perto da polícia ou dentro de um estabelecimento quando precisar usar o aparelho. Sempre observe a movimentação ao seu redor. Desinstale aplicativos bancários e outros que contenham informações pessoais. Se for possível leve um aparelho mais velho com funcionalidades básicas. Utilize recursos de rastreamento e bloqueio remoto. Cadastre seu aparelho no Programa Celular Seguro do governo federal.
Objetos de valor – Relógios, joias e acessórios chamam atenção de criminosos. Melhor deixá-los em casa.
Cuidados com os cartões – Não empreste cartões e nunca entregue nas mãos de vendedores. Isso pode facilitar clonagens, uso indevido ou apropriação criminosa do cartão. Sempre confira o valor exibido na tela maquininha.
Ative notificações de compra – Alertas em tempo real ajudam a identificar rapidamente movimentações suspeitas e agir antes que o prejuízo aumente.
Ande em grupo - Circular com amigos reduz riscos de furtos e golpes e facilita resolver qualquer imprevisto. Combinem pontos de encontro e avise seus ao grupo sempre que precisar se afastar.
Golpe do beijo – Nesse tipo de ação, criminosos aproveitam o momento de um beijo ou aproximação para subtrair itens. Evite distrações e mantenha seus pertences protegidos durante momentos de maior agitação.
Golpe do empurrão (ou da confusão) – Em locais muito cheios, como blocos, shows e filas, o criminoso (ou um grupo), provoca um empurrão ou pequeno tumulto, às vezes simulando uma briga ou confusão. Nesse momento, a vítima pode se distrair ou olhar para trás e ter seus pertences roubados. Para se prevenir, siga as mesmas orientações do golpe do beijo.
Golpe do falso amigo - O golpista se aproxima de forma amigável, puxa conversa, dança junto, oferece bebida ou se passa por alguém “conhecido de um amigo”. Em alguns casos, finge ajudar (“vou segurar seu copo”, “cuido da sua bolsa”, “deixa eu ver seu celular para achar um bloco”). Enquanto conquista confiança, ele furta pertences ou observa senhas e padrões. Para se prevenir, prefira andar em grupo e não se afaste dos amigos. Marque um ponto de encontro para o caso de se desencontrarem. Não confie em estranhos e, se precisar de alguma ajuda, procure um policial ou posto médico.
Golpe do falso ingresso – Comum na internet e redes sociais, o golpe ocorre por meio de sites ou perfis que imitam páginas oficiais de ingressos, camarotes ou festas privadas. Geralmente oferecem os ingressos por preços abaixo do divulgado, anunciam últimas unidades ou concedem descontos no pagamento por Pix. Muitas vítimas só descobrem o golpe na porta do evento ou quando o vendedor desaparece. Para se prevenir, busque os sites e perfis oficiais e não confie em links que chegam por e-mail ou Whatsapp. Em caso de dúvida, entre em contato com a organização do evento.
O que fazer em caso de roubo ou furto
Entre em contato imediatamente com o banco para que as medidas de segurança sejam adotadas, incluindo o bloqueio do aplicativo e da sua senha de acesso. Informe a operadora de telefonia para realizar o bloqueio imediato da linha e registre um Boletim de Ocorrência.
Clientes da CAIXA podem acionar o atendimento 24h por dia, 7 dias por semana pelo 4004 0104 (Capitais e Regiões Metropolitanas) e 0800 726 0101(Demais regiões).
Bloqueios e cancelamentos também podem ser feitos pelo Aplicativo CAIXA, disponível na Play Store e App Store.
Mais orientações estão disponíveis no portal Segurança | CAIXA.09/02/2026
Assessoria de Imprensa da CAIXA