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Programa Bate Coração: agilidade e trabalho integrado no atendimento a infartos em Alagoas

29/01/2026
Programa Bate Coração: agilidade e trabalho integrado no atendimento a infartos em Alagoas
Fotos: Alderico Gomes apresentou os sintomas, teve o protocolo do programa acionado e foi regulado para atendimento especializado | Nataly Lopes, Anderson Oliveira e Neide Brandão

Neide Brandão / Ascom Hospital do Coração AlagoanoO Programa Bate Coração, coordenado pelo Hospital do Coração Alagoano, vem se consolidando como uma das principais estratégias de enfrentamento ao infarto agudo do miocárdio (IAM) em Alagoas. O balanço de 2025 aponta avanços significativos na organização da rede, na agilidade do atendimento e no acesso ao tratamento especializado, fatores decisivos para salvar vidas.

Entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2025, o programa contabilizou 631 casos atendidos, sendo 592 do tipo mais grave de infarto agudo do miocárdio, que exige intervenção imediata.

Agilidade no atendimento




Um dos principais indicadores monitorados pelo programa é o intervalo entre a chegada do paciente com dor torácica no hospital e a realização do primeiro eletrocardiograma (tempo porta-ECG), que apresentou média de 40 minutos, com 118 pacientes (24%) realizando o exame em até 10 minutos, etapa fundamental para o diagnóstico precoce do infarto.

O tempo porta-agulha, que mede o intervalo até a trombólise, teve média de 88 minutos, enquanto o tempo porta-balão, indicador essencial para os casos encaminhados à angioplastia, registrou média de 184 minutos.

Tratamentos realizados

Ao longo do período analisado, o Programa Bate Coração possibilitou 299 trombólises, correspondendo a 47,4% dos casos, e 244 angioplastias, o que representa 38,7% dos atendimentos. Os dados evidenciam a importância da articulação entre unidades de saúde, regulação estadual e hospitais de referência para garantir acesso oportuno às terapias de reperfusão.

O coordenador médico do programa, Carlos Humberto, destaca que cada indicador representa uma chance real de sobrevivência. “No infarto, tempo é músculo. Monitorar esses dados nos permite identificar avanços, corrigir rotas e qualificar ainda mais o atendimento, garantindo que o paciente chegue ao tratamento no menor tempo possível.”

Para Otoni Veríssimo, diretor do Hospital do Coração Alagoano, o balanço confirma o papel estratégico da unidade na assistência cardiovascular em Alagoas. “O Programa Bate Coração é um marco para a saúde pública do estado. Os números mostram o esforço permanente de fortalecer a rede, reduzir o tempo de resposta e ampliar o acesso ao tratamento adequado, salvando vidas todos os dias”, afirma.

Beneficiados

Além dos números, o Bate Coração é representado por histórias reais que evidenciam a importância da atuação integrada da rede de saúde. Um desses casos é o de Alderico Gomes dos Santos, morador de Delmiro Gouveia, no Sertão alagoano. Ele apresentou sintomas de infarto, teve o protocolo do programa acionado e foi regulado para atendimento especializado, recebendo assistência dentro do tempo adequado, fator decisivo para sua recuperação e boa evolução clínica.


Outro exemplo é o de Inácio Jorge Muniz, do município de Igreja Nova. Ele foi atendido inicialmente na UPA de Penedo, onde realizou a trombólise, procedimento fundamental para a desobstrução da artéria coronária. Em seguida, foi encaminhado ao Hospital Geral do Estado (HGE), onde passou por cateterismo cardíaco, dando continuidade ao tratamento especializado. A atuação coordenada entre as unidades garantiu rapidez no atendimento e reduziu o risco de complicações.