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Caso Johanisson: investigações apontam que homicídio foi motivado por ciúmes e encomendado por R$ 10 mil

26/01/2026
Caso Johanisson: investigações apontam que homicídio foi motivado por ciúmes e encomendado por R$ 10 mil
Fotos: Secretário Flávio Saraiva destacou a importância da atuação integrada entre as forças de segurança | Débora Silva

Alkeline Matias e David Oliveira

A Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) concedeu uma coletiva de imprensa na manhã desta segunda-feira (26) sobre o assassinato do ex-coordenador do CRB, Johanisson Lima. Segundo a polícia, o crime foi motivado por ciúmes e teria sido encomendado por R$ 10 mil pelo ex-companheiro da atual parceira da vítima.



A investigação envolveeu ações conjuntas das polícias Civil e Militar, em parceria com outros órgãos, como o Departamento Municipal de Transportes e Trânsito (DMTT) que atuou diretamente na identificação da motocicleta utilizada no crime, assim como na identificação do condutor do veículo.



O secretário de Segurança Pública, Flávio Saraiva, destacou que a atuação integrada entre as forças de segurança foi decisiva para a rápida resposta ao crime e para a consolidação das provas que sustentam a investigação.



“O trabalho conjunto entre a Polícia Civil, a Polícia Militar e os demais órgãos foi fundamental para que o crime fosse rapidamente esclarecido. Atuamos de forma estratégica, compartilhando informações, o que permite respostas mais rápidas e eficientes. Reforçamos também a importância da participação da população, que tem um papel muito importante ao colaborar com informações, sempre de forma segura e anônima”, destacou o secretário.





Durante a coletiva, a diretora da DHPP, delegada Tacyane Ribeiro, descreveu o caso como um crime motivado por ciúmes.



“Johanisson, o ‘Joba’, como era conhecido, mantinha um relacionamento com uma mulher e, após o término, ela chegou a se envolver com outro rapaz. Esse segundo relacionamento não deu certo e, posteriormente, ela decidiu reatar com o ‘Joba’. O ex-companheiro, identificado como Ruan, não ficou satisfeito com essa reconciliação, e contratou terceiros para executar a vítima. Esse plano já vinha sendo arquitetado desde dezembro do ano passado, com um pagamento acordado no valor de R$ 10 mil, sendo R$ 4 mil pagos na terça-feira anterior ao crime, no bairro da Santa Lúcia”, esclareceu a delegada.



Ainda conforme a delegada, os três executores foram identificados a partir de denúncias recebidas pelo 181. Após as denúncias, as equipes de segurança da SSP realizaram uma abordagem aos suspeitos, que reagiram. Os três foram baleados e socorridos em seguida, mas não resistiram aos ferimentos.



O mandante do crime permanece foragido, e as forças de segurança seguem em diligências contínuas para localizar e efetuar sua prisão.



A SSP reforça que qualquer informação que contribua para o andamento das investigações pode ser comunicadas de forma sigilosa pelo Disque-Denúncia 181.



A coletiva reuniu autoridades das forças de segurança que atuam no caso, na sede da SSP, no Centro de Maceió. Coordenada pelo secretário da Segurança Pública, Flávio Saraiva, e com a participação dos secretários de Políticas de Segurança Pública, coronel Patrick Madeiro e de Gestão Interna, coronel Jairison Correia.



Participaram também, o comandante geral da Polícia Militar, coronel Paulo Amorim; o delegado-geral da Polícia Civil, Gustavo Xavier; o comandante do Policiamento da Região Metropolitana (CPRM), tenente-coronel Hiraque Agnnes; o comandante da Ronda Ostensiva Tática Motorizada (Rotam), major Helquias Pereira, e a diretora da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), delegada Tacyanne Ribeiro.