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Reflexos das ações: MPAL teve promotora de Justiça como palestrante no 41º Congresso Internacional de Educação Física

20/01/2026
Reflexos das ações: MPAL teve promotora de Justiça como palestrante no 41º Congresso Internacional de Educação Física

O Ministério Público de Alagoas (MPAL) marcou presença no 41º Congresso Internacional de Educação Física (FIEPS), realizado de 15 a 18 de janeiro, na cidade de Foz do Iguaçu, no Paraná, para dialogar sobre os efeitos jurídicos da prática dos assédios moral e sexual pelos profissionais da Educação Física. O evento foi organizado pela Câmara de Orientação e Ética Profissional do Conselho Federal de Educação Física (CONFEF) que convidou a promotora de Justiça do Controle Externo e Atividade Policial, Karla Padilha, para ministrar palestra com o tema “Assédio Moral e Sexual no Ambiente de Atuação do Profissional de Educação Física”.

O convite à Karla Padilha aconteceu como resultado da sua luta no combate aos assédios moral e sexual nos órgãos de segurança pública, por meio do projeto “Mulheres em Segurança, assédio não!”.

“Senti-me lisonjeada com o convite, ele reacende a certeza de que a semente plantada em nosso estado, por meio do projeto ‘assédio não’, germinou. Quando notamos a preocupação de uma categoria em relação ao cumprimento dos seus deveres, de forma respeitosa, primando pela ética, permite acreditarmos que nem tudo está perdido e que, de certa forma, estamos contribuindo para essa transformação de mentalidades. Aproveito para agradecer a oportunidade de conversar com os profissionais de educação física, na pessoa do Patrick, pois a experiência foi salutar, de muita interação. Infelizmente esse é um tema em que vamos trabalhar por muito tempo, mas, paulatinamente, com insistência, orientações e empenho, sentiremos os efeitos do enfrentamento tanto na prevenção das diversas formas de assédio,quantoo nas possibilidades de responsabilização do profissional de Educação Física”, destaca a promotora.

O presidente da Câmara de Orientação e Ética Profissional do Conselho Federal de Educação Física, Patrick Aguiar, falou sobre o evento e especificou a iniciativa de convidar a promotora como palestrante.

“Primeiramente, gostaríamos de agradecer a doutora Karla Padilha, ao Ministério Público por ter liberado a doutora para fazer essa palestra tão importante para os profissionais de Educação Física. Nós somos da Câmara de Ética Profissional do Conselho Federal de Educação Física e, nos últimos anos, temos visto que esse tema de assédio vem sendo muito recorrente em todas as esferas da sociedade, mas não podemos deixar isso avançar na nossa profissão. Então, temos muitas áreas de intervenção, seja na academia, seja nas escolas, seja nos parques, onde o profissional de educação física atua, e o assédio não pode acontecer. Eis a importância de estarmos alertando, conscientizando, trazendo demonstrações, também, do que pode acontecer com aquele profissional de educação física que vier a cometer um assédio, todas as consequências que isso tem pra vida, além de alertar a nossa sociedade do que é o assédio, porque muitas mulheres, muitas pessoas sofrem o assédio e não sabem identificar. Então, foi de suma importância pra gente essa participação da doutora Karla Padilha”, enfatiza o presidente.

A palestra aconteceu no domingo, dia 18, e foi transmitido pelo site do Conselho Federal de Educação Física e pelo do FIEPS Brasil. Durante a explanação, a promotora Karla Padilha esboçou a campanha de iniciativa do MPAL desencadeada entre os órgãos de Segurança Pública e, também, dentro da própria instituição. Mostrou todo o trâmite, dados e forma de execução.

Por fim, a representante ministerial aprofundou-se no tema escolhido para o momento, destacando a cautela, responsabilidade e respeito que os profissionais de Educação Física devem ter em seus locais de trabalho, para não culminar em denúncias e punições .

“Por mais que os homens também sofram assédio, as mulheres, indubitavelmente, são as maiores vítimas, isso reacende a preocupação com o cenário machista e que fomenta, ainda em dias atuais, práticas tão nefastas que já deveriam estar completamente banidas das relações o maior percentual é destinado às mulheres. No ramo da Educação Física, que pode ocorrer em praças ambientes fechados, academias de ginástica e competições esportivas, muitas vezes há a necessidade do contato entre o educador, treinador, professor e as alunas ou alunos. Também as roupas utilizadas tendem a revelar as formas físicas e tudo isso pode ser um gatilho para que episódios de assédio ocorram. O importante é que a vítima não seja criminalizada, saiba identificar quando a prátia ocorre e busque os canais competentes para obter a reparação pelos danos sofridos, bem como a responsabilização do agressor tento na esfera criminal, quanto na administrativa e civil”, conclui.

Ascom MPAL