Geral
Caso de ator reacende alerta sobre convulsões e especialista alerta cuidados
A recente saída do ator Henri Castelli do BBB26 por orientação médica, após um episódio de convulsão ocorrido durante o confinamento, reacendeu o debate sobre sinais e riscos ligados às crises convulsivas. O neurologista Helder Ribeiro, da Hapvida, explica os sinais que o corpo pode apresentar e as condutas a adotar durante esse tipo de episódio.
O profissional menciona que, em muitos casos, podem ocorrer sem aviso prévio e alerta que geralmente as convulsões chegam de forma silenciosa. “Em muitos casos, elas aparecem sem apresentar nenhum sinal. Quando acontecem, a pessoa, de repente, perde a consciência, começa a ter abalos, a boca saliva bastante e os olhos reviram. Então, muitas vezes não dá tempo de avisar, por exemplo, de que você vai ter uma crise convulsiva”, detalha Helder.
Ele pontua que as sensações e sinais variam de indivíduo para indivíduo e, na maioria das vezes, acrescenta o especialista, esses sinais não são identificados pelo próprio paciente. No Brasil, a epilepsia, condição neurológica que pode provocar convulsões, atinge uma parcela significativa da população. Segundo dados do Ministério da Saúde, estima-se que cerca de 2% dos brasileiros vivem com a doença, o que representa milhões de pessoas em todo o país.
Ribeiro também chama atenção para os riscos que pessoas com histórico de convulsões enfrentam em atividades do dia a dia. “Esses indivíduos devem evitar, principalmente, dirigir, porque essa convulsão pode acontecer durante o trânsito, então ele está pondo em risco a vida dele e a de outras pessoas”, comenta o neurologista.
Helder menciona que a legislação de trânsito brasileira prevê a necessidade de um período de um ano sem dirigir para pacientes com epilepsia, com liberação apenas quando o quadro estiver estável e com laudo médico favorável, sendo permitido apenas conduzir automóveis, não motocicletas ou veículos maiores.
Para quem presencia uma crise convulsiva, Helder orienta: mantenha a calma e não tente conter os movimentos do paciente. “Vire a cabeça do paciente de lado para evitar aspiração de secreções e aguarde a crise cessar. Coloque um travesseiro sob a cabeça para proteger contra trauma craniano e não coloque nada na boca”, explica. Segundo ele, a maioria das convulsões dura apenas alguns minutos e cessa espontaneamente, e a intervenção de socorro deve focar na proteção e segurança do indivíduo até que a crise termine. Ele conclui enfatizando a importância de procurar ajuda médica logo após a estabilização do paciente ou o 190 para emergências.
Fonte: Assessoria