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Selic a 15% derruba financiamento e leva consórcios a R$ 170,09 bilhões

08/01/2026
Selic a 15% derruba financiamento e leva consórcios a R$ 170,09 bilhões

O ano de 2025 marcou uma virada estrutural na forma como brasileiros investem em imóveis, impulsionada pela Selic estabilizada em 15%, o patamar mais alto em quase 2 décadas. Em paralelo, o endividamento das famílias alcançou 79,5%, com 30,5% dos lares enfrentando inadimplência, o que reduziu a margem de manobra para tomar financiamentos de longo prazo. Nesse contexto, o consórcio imobiliário ganhou força: foram contabilizadas 815 mil cotas vendidas entre janeiro e agosto, com R$ 170,09 bilhões em créditos comercializados, alta de 35,8% em relação a 2024. No paralelo, a indústria de aluguel de curta temporada ganhou força: o aluguel de curta temporada movimentou R$ 99,8 bilhões, gerou 627,6 mil empregos, arrecadou R$ 8 bilhões em tributos diretos e adicionou R$ 55,8 bilhões ao PIB, consolidando o segmento como uma das teses mais rentáveis do ano. Ao mesmo tempo, foi apontada uma valorização de 5,61% no preço dos imóveis até outubro, acima do IPCA acumulado de 3,83%, reforçando o imóvel como ativo de proteção em um ciclo de incerteza financeira.

A escalada dos juros em 2025 provocou uma reorganização imediata das estratégias patrimoniais no país, empurrando investidores para modelos capazes de entregar segurança, previsibilidade e geração de caixa. Com a Selic em 15% e o crédito tradicional mais caro, o consórcio retomou protagonismo por permitir a aquisição planejada, sem juros, com aportes fixos e previsíveis. Em paralelo, o aluguel de curta temporada se consolidou como uma alternativa operacional relevante, ao converter demanda real em receita mensal, desde que bem executado e inserido em regiões com liquidez comprovada. A combinação dos dois modelos passou a ser utilizada como uma estrutura híbrida, capaz de reduzir a dependência do financiamento bancário e melhorar a eficiência financeira do investimento. O consórcio ganhou força porque elimina financiamento caro e devolve previsibilidade ao investidor. Quando conectamos isso a modelos bem estruturados de short-stay, o imóvel pode contribuir para amortizar custos e reduzir o esforço de caixa ao longo do tempo, desde que a operação seja bem executada. Essa união trouxe segurança em um ano desafiador e virou uma das estratégias mais eficientes para construir patrimônio com consistência”, afirma Marcelo Da Cruz, CEO do Grupo Referência.

Nesse novo ambiente, o Grupo Referência passou a atuar como estruturador de operações que combinam consórcio e aluguel de curta temporada, organizando uma lógica de uso do imóvel voltada à execução financeira e não apenas à valorização. A atuação envolve orientar o investidor na escolha da carta, avaliar regiões com demanda consistente e integrar o ativo a modelos profissionais de renda de curta temporada, onde ocupação, precificação e fluxo de caixa seguem métricas técnicas do setor. A proposta responde a uma condição objetiva do ciclo atual: com juros elevados, o financiamento tradicional perdeu eficiência, e muitas famílias buscaram alternativas capazes de gerar amortização sem ampliar o passivo. Em 2025, esse tipo de estrutura ganhou tração entre investidores que precisaram reorganizar o patrimônio imobiliário em meio a um ambiente de endividamento alto, priorizando modelos reconhecidos por serem mais seguros e rentáveis em ciclos de pressão macroeconômica.

A perspectiva para 2026 é de continuidade na busca por ativos que entreguem previsibilidade e reduzam a dependência do crédito bancário, especialmente enquanto a Selic permanece em 15% e o custo do dinheiro segue elevado. O desempenho do consórcio e do aluguel de curta temporada em 2025 mostrou que o investidor está priorizando mecanismos que combinam previsibilidade, geração de caixa e capacidade real de amortização. Em um ambiente em que quase 80% das famílias estão endividadas, estratégias desconectadas do fluxo financeiro perderam espaço. A tendência é que, em 2026, o mercado avance para operações ainda mais profissionais e orientadas a métricas de desempenho, “O juro alto expôs o que funciona e o que não funciona. Estratégias que não geram caixa ficaram para trás. O consórcio e o short-stay se destacaram porque entregam resultado mensurável, reduzem risco e fortalecem o patrimônio mês a mês”, afirma Marcelo Da Cruz, CEO do Grupo Referência.

GFonte: Assessoria