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Engajamento se constrói, não se anuncia: por que ele é um processo e não um evento

07/01/2026
Engajamento se constrói, não se anuncia: por que ele é um processo e não um evento

A transformação digital já faz parte da rotina das empresas. Sistemas inteligentes, inteligência artificial, automação e uso intensivo de dados deixaram de ser tendência para se tornar realidade. Ainda assim, muitas organizações descobrem, na prática, que tecnologia sozinha não gera resultado. O verdadeiro diferencial competitivo está na capacidade de engajar pessoas em um ambiente de mudanças constantes.

Para Viviane Alvarenga, diretora de Gente e Gestão da Febrafar e Farmarcas, o ponto central da transformação é humano. “O colaborador precisa se sentir protagonista. É ele quem transforma a estratégia digital em ações concretas, seja no atendimento ao cliente, na operação ou na tomada de decisões do dia a dia”, afirma.

Cultura antes da tecnologia

Um dos principais equívocos em processos de digitalização é priorizar ferramentas antes de preparar as pessoas. Empresas que avançam de forma consistente investem primeiro em cultura, comunicação e capacitação.

“Quando o time entende por que a tecnologia existe e como ela facilita o trabalho, o engajamento acontece de forma mais natural. A ferramenta deixa de ser vista como imposição e passa a ser uma aliada”, explica Viviane.

Na prática, isso envolve treinamentos contínuos, estímulo ao uso inteligente de dados e clareza sobre como cada função contribui para os objetivos do negócio. Soluções como CRM e inteligência artificial ganham valor quando ajudam a melhorar a experiência do cliente e a eficiência dos processos, e não apenas a medir desempenho.

Engajamento é um processo, não um evento

Outro ponto destacado por especialistas em gestão de pessoas é que equipes engajadas não surgem de forma imediata. O engajamento evolui conforme a maturidade do time e a atuação da liderança.

O primeiro estágio é a formação, quando clareza de metas, processos e expectativas ajuda a reduzir inseguranças e acelerar a adaptação, especialmente em contextos digitais.

Em seguida vem o confronto, fase marcada por divergências, questionamentos e novas ideias. “É nesse momento que muitos líderes se sentem desconfortáveis, mas é justamente aí que surgem oportunidades de aprendizado, inovação e fortalecimento do time”, destaca Viviane.

O estágio de desempenho aparece quando a equipe atinge maturidade, atua com autonomia e utiliza dados para tomar decisões mais qualificadas. O resultado é um time mais produtivo, engajado e alinhado à estratégia da empresa.

O papel da liderança mudou

Nesse cenário, o modelo tradicional de comando e controle perde espaço. Liderar, hoje, significa desenvolver pessoas, dar contexto e criar ambientes de confiança.

“Líderes que engajam são aqueles que explicam o propósito, escutam, dão feedback constante e mostram o impacto do trabalho de cada pessoa nos resultados do negócio”, afirma Viviane.

Isso exige preparo. Empresas que investem na formação de lideranças colhem benefícios claros, como redução da rotatividade, aumento do engajamento e maior capacidade de adaptação às mudanças.

O que líderes podem fazer agora

Algumas práticas ajudam a acelerar esse processo:

Investir em treinamento contínuo, técnico e comportamental
Comunicar a estratégia de forma clara e acessível
Usar dados como ferramenta de desenvolvimento, e não apenas de controle
Preparar líderes para gerir pessoas, não só processos
Reconhecer e valorizar quem está na linha de frente da operação

À medida que as empresas se tornam mais digitais, o fator humano ganha ainda mais relevância. Organizações que conseguem integrar tecnologia, cultura e liderança constroem ambientes mais engajados, inovadores e sustentáveis.

“Ferramentas evoluem rápido, mas são as pessoas que sustentam o negócio no longo prazo. Engajar equipes deixou de ser uma escolha e passou a ser uma necessidade estratégica”, conclui Viviane.

Sobre a Febrafar

A Febrafar atua há mais de vinte anos no mercado farmacêutico e tem como propósito melhorar a vida das pessoas. Com sede em São Paulo, a federação possui 70 redes de farmácias associativistas, com mais de 17 mil lojas em todos os estados do Brasil mais o Distrito Federal. Para atingir seus objetivos a Febrafar oferece aos seus associados conhecimento e ferramentas estratégicas, criando diferencial competitivo, gerando valor, proporcionando melhores condições comerciais e impulsionando o caminho para o sucesso.

Sobre a Farmarcas

A Farmarcas acredita que cuidar de pessoas é a chave para ser reconhecida como a melhor e mais eficiente e empresa que representa redes associativistas. A energia dessas relações pessoais, aliada a conhecimento e experiência de mercado, cria a oportunidade de gerar prosperidade. Desde 2012, o grupo busca melhorar vida de centenas de empresários independentes, seus milhares de colaboradores em suas mais de 1.700 farmácias e, hoje, representa11 redes associativistas em 26 estados.

Orientação, apoio e suporte constantes: a Farmarcas oferece aos associados muito além do acesso a ferramentas. Dedica todos os esforços para transformar sonhos em prósperos projetos de vida e de realização pessoal. Escrevendo as melhores histórias do associativismo farmacêutico brasileiro.

Fonte: Assessoria