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Pessoas em situação de rua participam de dia de lazer em parque aquático
Matheus Silvino
Cerca de 400 pessoas em situação de rua participaram de um dia de lazer em um parque aquático, nesta terça-feira (23). A Ação reuniu usuários das três unidades dos Centros Especializados em Pessoas em Situação de Rua (Centros POPs) e do Movimento Nacional da População em Situação de Rua em Alagoas.
A iniciativa ocorreu no Lindóya Park, em Satuba, e contou com a participação da Banda da Guarda Civil de Maceió, levando muita alegria através de canções atemporais da Música Popular Brasileira. Além disso, o DJ Ascar abrilhantou o evento, sendo a segunda atração da festa.
A coordenadora-geral dos Centros POPs, Fabi Canabarro, celebrou a iniciativa, levando política pública e assegurando a dignidade para pessoas em situação de rua.
"Esse momento se caracteriza como inclusão social, empatia e de direitos garantidos para a população em vulnerabilidade social. A ação vai muito além de um lazer, é uma política pública que assegura uma vida digna para esse público, e por isso é uma satisfação proporcionar vários sorrisos hoje aqui", explicou.
A coordenadora do Movimento Nacional de Pessoas em Situação de Rua de Alagoas, Rafaelly Machado, destacou a iniciativa como um momento histórico para o movimento.

Rafaelly Machado celebra a iniciativa da Prefeitura de Maceió. Foto: Allan César/ Secom Maceió
"É um momento histórico, é um momento de muita inclusão. Eu fico muito emocionada no dia de hoje, em poder ser a peça-chave para buscar essa inclusão para a população em situação de rua, e principalmente ter várias secretarias da prefeitura envolvidas, trazendo a oportunidade dessas pessoas de estar num parque privado, um parque que tem associados, onde a gente consegue deixar o dia exclusivo só para população de rua receber um verdadeiro lazer, uma verdadeira inclusão social.
E completou emocionada: É muito lindo ver mães, pais, homens e mulheres, pessoas trans e toda população LGBT fechando o ano com chave de ouro, porque não é só a questão da comida que a gente tem que dar para simbolizar o Natal, mas sim da inclusão, porque o que essas pessoas precisam é se sentir o que estão sentindo hoje, verdadeiros cidadãos".