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Baixo nível de inglês entre brasileiros expõe limitações de experiências no exterior

08/12/2025
Baixo nível de inglês entre brasileiros expõe limitações de experiências no exterior
Fotos: Comunicação adequada evita mal-entendidos e amplia o acesso a serviços e experiências | Divulgação

Com um mundo ainda mais globalizado, o inglês deixou de ser um diferencial e passou a ser uma necessidade no quesito comunicação. No entanto, segundo o British Council, apenas 5% a 6% dos brasileiros buscam aprender inglês e poucos chegam à fluência. Os números são ainda mais alarmantes quando comparados à quantidade de viagens internacionais que são feitas do Brasil, o que mostra que muitos enfrentam barreiras linguísticas nessas situações.

De acordo com a diretora operacional da Top English, Patrícia Oliveira, o inglês funciona como língua universal. Para ela, entender o idioma reduz riscos de mal-entendidos, além de fornecer segurança e autonomia. “Mesmo em países que não são nativos, hotéis, aeroportos e serviços essenciais usam inglês como padrão. Sem o inglês, o viajante tende a não participar de conversas, perder detalhes culturais do local, depender muito de outras pessoas ou do Google Tradutor e deixa de aproveitar atrações mais interessantes porque não entende instruções ou conteúdos”, relata.

Em algumas situações saber inglês faz ainda mais diferença, como no aeroporto, na parte de imigração, em hotéis, restaurantes, compras e emergências. Logo, é comum ver turistas brasileiros pegando transporte errado, não entendendo o cardápio de restaurantes, perdendo reservas ou até mesmo não conseguindo resolver problemas simples por não saber explicar a situação em outra língua.

Patrícia ainda conta que ter um nível básico consistente já permite ao viajante fazer perguntas essenciais ou pedir ajuda com frases diretas. “Aprender frases e vocabulário específicos de aeroporto, hotel, restaurante e compras acelera a autonomia do turista. Para uma experiência mais confortável, o ideal é um nível intermediário, onde é possível entender explicações, placas, conversas mais rápidas e detalhes de serviços”, explica.

Além disso, saber inglês muda a experiência do destino, o que possibilita que a viagem seja ainda mais inesquecível. “O turista tem a liberdade de conversar com pessoas locais, entender histórias e curiosidades, participar de experiências culturais mais profundas, como em museus, tours e explorar o local com liberdade e confiança”, salienta a diretora.


Por fim, a especialista ainda dá dicas para quem quer aprender inglês com o objetivo de viajar. “Focar em vocabulários específicos para aeroportos, hotel, transporte, restaurante e emergências é essencial. Treinar a pronúncia para ser entendido mesmo com pouco vocabulário, simular situações reais como check-in em hotéis, imigração, pedir informações ou fazer pedido em restaurantes, ouvir inglês diariamente em podcasts e vídeos curtos e usar aplicativos como complemento devem ajudar a deixar o viajante mais seguro em outro país”, finaliza.





Yezzi Assessoria e Comunicação