Geral
Práticas implantadas pelo TJAL chamam atenção durante Congressos de Justiça Terapêutica e Restaurativa no RJ
A juíza Juliana Batistela, integrante da Coordenação de Justiça Restaurativa do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL), debate sobre humanização e novos modelos de tratamento de conflitos no X Congresso Ibero-Americano de Justiça Terapêutica e do I Congresso Ibero-Americano de Justiça Restaurativa, no Rio de Janeiro, entre os dias 26 e 28 de novembro.
Segundo a magistrada, a participação nos Congressos reforçou o protagonismo de Alagoas no cenário nacional. Ela pontua que o TJAL se destaca especialmente na segunda área: “O Tribunal de Justiça de Alagoas está à frente, inclusive com os trabalhos que temos desenvolvido em diversos setores do sistema prisional”, afirmou.
A juíza ressaltou ainda que a experiência alagoana despertou interesse de representantes de outros estados. “Alagoas é um exemplo já para alguns estados, inclusive despertou o interesse de algumas coordenações, especialmente do Rio de Janeiro, para vir conhecer o trabalho que estamos fazendo no sistema prisional”, disse.
Os eventos reúnem especialistas da América Latina e da Espanha, consolidando-se como importantes espaços de debate e inovação para práticas judiciais mais humanas e inclusivas.
Discussões
Os congressos discutiram alternativas que propõem novas formas de tratamento de conflitos.
A Justiça Terapêutica, foco de um dos encontros, busca considerar os impactos emocionais, psicológicos e sociais envolvidos nos processos judiciais, incentivando a reabilitação, a reintegração social e a humanização do Judiciário.
Já a Justiça Restaurativa, cada vez mais consolidada no Brasil, propõe a reconstrução de vínculos, a reparação de danos e o diálogo entre vítimas, ofensores e comunidade, ampliando o acesso à justiça e fortalecendo soluções consensuais.
Realizado pela Associação Ibero-Americana de Justiça Terapêutica (AITJ), em parceria com a Escola de Mediação (EMEDI) e o NUPEMEC do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, o evento reuniu autoridades do Judiciário, academia e sociedade civil.
O encontro também promoveu intercâmbios técnicos, debate científico e a produção de artigos e resumos, reforçando o compromisso da comunidade ibero-americana com a construção de sistemas de justiça mais eficazes, restaurativos e humanizados.
Dicom TJAL