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Peça ‘A Última Forca e a Resistência Negra’ é apresentada a estudantes no TJAL

25/11/2025
Peça ‘A Última Forca e a Resistência Negra’ é apresentada a estudantes no TJAL

Lucas Melo

O Programa Cidadania e Justiça na Escola (PCJE) levou mais de 200 estudantes para assistir à peça teatral “A Última Forca e a Resistência Negra”. O espetáculo foi encenado no plenário do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL).

A peça teatral é baseada em fatos reais e narra a história de Francisco, o último homem condenado à morte no Brasil, executado em 1876, na cidade de Pilar (AL).

O presidente do TJAL, desembargador Fábio Bittencourt, destacou a importância da mensagem da peça, e da experiência e o conhecimento agregados aos estudantes.

"Além de celebrar o dia da consciência negra, retrata o passado, como era feita a violência física, psicológica e até sexual contra os negros, para refletirmos o presente e modificarmos o futuro", disse Bittencourt.


Atores, magistrados e servidores posam com estudantes ao fundo, após a apresentação.

Para a estudante Flávia Letícia Silva, de 15 anos, o espetáculo é necessário para a construção do aprendizado.

"Demonstrar essa história do nosso povo através da arte é bonito. É muito rico aprender o que aconteceu bem aqui, com o Francisco. Acho uma história trágica, infelizmente, mas de muita força e resistência", destacou a adolescente.

A historiadora e servidora do TJAL, Hilda Monte, disse estar muito satisfeita em ver sua pesquisa logrando frutos, especialmente na semana da consciência negra.

"Foi uma pesquisa de um processo que estava sumido há 150 anos e nós conseguimos resgatar. Eu restaurei, fiz a leitura paleográfica da escrita antiga e, à medida que fui lendo o processo, descobri coisas inimagináveis sobre o caso do último enforcado”, relatou Hilda.

O evento integra as ações do Poder Judiciário de Alagoas em celebração ao Dia da Consciência Negra, comemorado em 20 de novembro.

A iniciativa é resultado de uma parceria entre o TJAL, Escola Superior da Magistratura (Esmal) e Centro de Cultura e Memória do Judiciário (CCM).

O diretor da Esmal, desembargador Fernando Tourinho, e o coordenador de Direitos Humanos do TJAL, desembargador Tutmés Airan, acompanharam a atividade, que ocorreu na quarta-feira (19).