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Palestra sobre fim da violência contra a mulher reúne estudantes no Pleno do TJAL
O Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL) deu início, nesta segunda-feira (17), a campanha “21 dias de ativismo pelo fim da violência contra a mulher” com uma palestra direcionada a 260 estudantes da rede pública.
A iniciativa foi promovida pela Coordenadoria da Mulher do TJAL em parceria com o Programa Cidadania e Justiça na Escola (PCJE).
O presidente do TJAL, desembargador Fábio Bittencourt, reforçou o papel do Judiciário no enfrentamento às diversas formas de agressão contra meninas e mulheres.
“A campanha, que busca sensibilizar a sociedade especialmente no âmbito do Poder Judiciário representa um marco de aprofundamento das políticas de enfrentamento à violência doméstica, ao feminicídio e a outras formas de agressão que, lamentavelmente, ainda persistem em nossa sociedade. Que esses 21 dias sejam o início de muitas outras ações que reafirmem nosso compromisso com um futuro onde nenhuma mulher precise lutar apenas para existir”, examinou.
Em seguida, o presidente ressaltou a dimensão pedagógica da mobilização.
“O que estamos tentando fazer é educação: educar meninas para buscarem seus direitos e educar meninos para jamais cometerem crimes de violência doméstica”, resumiu.
Presidente Fábio Bittencourt acompanhou a palestra de abertura da campanha e dialogou com os jovens. Foto: Itaciara Albuquerque - Dicom TJAL
Diálogos
As juízas Eliana Machado, coordenadora da Mulher do TJAL, Priscila Cavalcante e Nathalia Viana conduziram a conversa com os jovens, explicando os tipos de violência previstos na Lei Maria da Penha, a espiral da violência, os mecanismos de defesa e os canais de atendimento disponíveis para mulheres em situação de risco.
Eliana Machado destacou que o movimento integra uma agenda internacional.
“São 21 dias de atividades pelo fim da violência contra mulheres e meninas. É uma ação mundial contra todos os tipos de violência, entre elas a doméstica, política, institucional, assédio, feminicídio. É muito importante falar com adolescentes, plantar a semente da cultura da paz e da igualdade de gênero. Talvez nós não vejamos os frutos, mas nossos filhos e netos verão”, afirmou,
Priscila Cavalcante reiterou que a palestra busca tornar visíveis formas de violência muitas vezes naturalizadas.
“Falamos sobre a Lei Maria da Penha, sobre as situações que configuram violência doméstica e familiar, e mostramos exemplos do cotidiano para que os estudantes saibam identificar e agir”, relatou.
Exposição aborda feminicídio e prevenção à violência
Telas da mostra “Não nos Matem” provocam reflexão sobre a violência contra mulheres. Foto: Itaciara Albuquerque (Dicom/TJAL)
Como parte da programação, os alunos também tiveram acesso à exposição “Não nos Matem”, iniciativa da curadora Luciana Luz, que reúne obras produzidas por estudantes da rede pública e aborda o feminicídio e a urgência da proteção à vida feminina.
Rebecka Vitória dos Santos, estudante do 9º ano da Escola Antídio Vieira, afirmou que agora se sente mais preparada para agir.
“Eu achei muito necessário esse tipo de conversa. Agora eu sei o que fazer, como reagir, e vou levar isso pra vida. Se uma amiga, ou até mesmo eu, passar por isso, eu vou denunciar “, declarou Rebecka.
Participaram do diálogo as seguintes escolas parceiras do PCJE:
Municipais: João Sampaio, Antídio Vieira e Haroldo da Costa.
Estaduais: Princesa Isabel, José da Silveira Camerino e Mário Broad.
Campanha “21 Dias de Ativismo”
Promovida anualmente pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a campanha busca conscientizar e combater a violência de gênero contra mulheres e meninas, com a contextualização das suas vulnerabilidades pela prevenção e eliminação dos diversos tipos de agressão contra elas.
Ascom Esmal