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Programa Brasileiro de Reservas de Surf participa do Save the Waves Coalition Summit na Califórnia
Entre 8 e 10 de outubro de 2025, o Brasil está sendo representado no Coalition Summit, promovido pela Save the Waves no coração da Reserva Mundial de Surf de Santa Cruz. A praia da Califórnia, Estados Unidos, é sede da instituição sem fins lucrativos cuja missão é proteger ecossistemas de surf pelo planeta. Mauro Figueiredo, cofundador do Instituto APRENDER Ecologia e diretor de políticas públicas do Programa Brasileiro de Reservas de Surf (PBRS) apresentará as quatro recém-tituladas Reservas de Surf: Itamambuca, em São Paulo; Regência, no Espírito Santo; Praia do Francês, em Alagoas; e Moçambique, em Santa Catarina.
O evento reúne embaixadores, coordenadores de campo e parceiros das Reservas de Surf que fazem parte da Coalizão Save the Waves vindos do Brasil, do Chile, de Portugal, do México, dos Açores, da Costa Rica, da Austrália, da Indonésia, do Peru e de todos os Estados Unidos. “É super importante que todos do evento conheçam a experiência da APRENDER com as Reservas de Surf brasileiras, um exemplo estelar para o resto do mundo. Estamos muito animados e orgulhosos por ter a presença do Programa Brasileiro de Reservas de Surf na Coalizão”, diz Nik Strong-Cvetich, CEO da Save the Waves.
Mais do que proteger as ondas, explicando de um jeito simples, a Coalizão Save the Waves protege Ecossistemas de Surf: o lugar, as pessoas, a variedade de espécies de plantas e animais, e as suas conexões. APRENDER participa da Save the Waves Coalition desde antes mesmo do lançamento do Programa Brasileiro de Reservas de Surf. “Participar do evento da Save the Waves é sempre um aprendizado e uma ótima troca de experiências. Compartilhar sobre o Programa Brasileiro de Reservas de Surf também é muito importante para inspirar outros parceiros da coalizão e a gente fica feliz em receber esse convite”, diz Mauro Figueiredo, cofundador do Instituto APRENDER Ecologia e coordenador de políticas públicas do Programa Brasileiro de Reservas de Surf (PBRS). “Nós estivemos no primeiro Summit em 2023, e pudemos debater estratégias sobre reservas de surf, áreas de surf protegidas e outras estratégias para a conservação de ecossistemas de surf. Nossa expectativa nesta edição é conhecer mais iniciativas inspiradoras, financiadores e parceiros em potencial”, conclui.
Além das quatro Reservas Nacionais de Surf brasileiras representadas por Mauro, do Programa Brasileiro de Reservas de Surf, também a primeira Reserva Mundial de Surf do Brasil, a Guarda do Embaú em Santa Catarina, eleita em 2016, é representada por Marcos Aurélio (Kito) Gungel, presidente do comitê gestor da Reserva e também membro do conselho técnico do PBRS. “Vou apresentar o projeto Água pela Vida, em que fazemos a análise da qualidade da água e da saúde do rio, o plantio de mudas da restinga, a recuperação das dunas e outras atividades do nosso planejamento estratégico”, conta Kito. “Mas o principal é receber muita informação e adquirir conhecimento com cientistas, pesquisadores e gestores de outras reservas que participam do evento, nas questões sobre como as comunidades costeiras estão reagindo neste momento de crise climática”.
Inspiração para agir na proteção de Ecossistemas de Surf
Diante das mudanças climáticas e da instabilidade política, o evento Coalition Summit tem a intenção de criar uma plataforma para fortalecer a inspiração e a ação dos integrantes nos seus territórios. É também um momento de celebrar conquistas e trocar experiências.
A programação inclui palestras e painéis sobre Gestão e Melhores Práticas, Esforços Regionais para Proteger Ecossistemas de Surf, Apresentação de Relatórios e Compartilhamento de Lições, Surf de Ondas Grandes e Conservação, Parceria, Tecnologia e Instituições e, claro, horários dedicados à prática de surf entre amigos. O evento encerra com uma fala do californiano Greg Long, um dos mais premiados surfistas de ondas grandes do mundo.
Por meio de oficinas dinâmicas e sessões de contação de histórias, os participantes trabalham juntos para enfrentar as ameaças atuais e crescentes aos ecossistemas de surf em todo o mundo. Entre as ameaças estão:
Desenvolvimento costeiro
Portos, molhes, diques e outras construções à beira-mar que podem destruir ou alterar tanto as ondas quanto o ecossistema do entorno, sua fauna e flora.
Lixo plásticoOs resíduos plásticos presentes no mar, sejam vindos das cidades ou das atividades de navegação e pesca, impactam a segurança e a saúde da vida marinha, de banhistas e surfistas.
Aumento do mar e erosão costeira
As construções e o aumento do nível do mar induzido pelas mudanças climáticas aceleram a erosão natural das áreas costeiras.
Qualidade da água
Despejos irregulares de resíduos industriais, fertilizantes, esgoto, escoamento tóxico e pesticidas têm efeitos nocivos à saúde de surfistas, banhistas e da vida marinha costeira.
Impacto nos Corais
A presença de corais permite a formação de ondas, entre outros serviços ecossistêmicos. À medida que os corais são destruídos pela poluição, aquecimento e acidificação dos oceanos, as características naturais são perdidas.
Acesso
O desenvolvimento e a privatização de áreas costeiras têm interrompido o acesso local, impedindo que qualquer pessoa tenha o direito de desfrutar de alguns dos lugares mais bonitos do mundo.
Sobre o Instituto APRENDER Ecologia
Fundado em 2000, o Instituto APRENDER Ecologia é uma associação civil com sede em Florianópolis (SC), que atua em redes colaborativas e com visão sistêmica, alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Idealizou e coordena o Programa Brasileiro de Reservas de Surf, com a missão de reconhecer, valorizar e conservar ondas icônicas e seus ecossistemas de surf ao longo do litoral brasileiro. Em 2025, quatro praias brasileiras receberam o título de Reservas Nacional de Surf: Itamambuca (SP), Francês (AL), Moçambique (SC) e Regência (ES).
Fonte: Assessoria