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Síndromes demenciais: veja as ações que ajudam a prevenir o declínio cognitivo

29/08/2025
Síndromes demenciais: veja as ações que ajudam a prevenir o declínio cognitivo
Fotos: Além da doença de Alzheimer, há ainda a demência vascular, demência frontotemporal e demência por corpos de Lewy | Freepik

Uma pesquisa do IBGE, divulgada no final do ano passado, mostra que, em pouco mais de duas décadas, a população brasileira com 60 anos ou mais passou de 15,2 milhões para 33 milhões de pessoas. A projeção aponta que, a partir de 2039, o país tenha mais pessoas idosas do que crianças na sua configuração populacional

Com o aumento da população idosa, há uma demanda maior de atenção a esse grupo e a reflexão vai além da valorização e respeito à pessoa idosa, é também um convite à prevenção de doenças que comprometem a qualidade de vida na terceira idade, como as síndromes demenciais.

Entre elas, a mais conhecida é a doença de Alzheimer, mas existem outras formas, como demência vascular, demência frontotemporal e demência por corpos de Lewy. As síndromes demenciais são caracterizadas pela perda progressiva das funções cognitivas, como memória, linguagem, raciocínio e julgamento. Com o avanço da doença, o idoso pode ter dificuldades para realizar tarefas simples do dia a dia, tornando-se cada vez mais dependente.

Segundo o geriatra Dr. Marcos Blini, a prevenção deve começar bem antes dos primeiros sintomas. “As demências não precisam ser encaradas como parte normal do envelhecimento. Há muito o que podemos fazer ao longo da vida para reduzir o risco de desenvolver tais doenças. Estimular o cérebro, cuidar da alimentação, controlar doenças como hipertensão e diabetes, praticar exercícios físicos e manter a vida social ativa são atitudes que protegem a saúde cerebral”, afirma o médico.

Quanto aos fatores que aumentam o risco de demências, o especialista destaca a importância de se atentar a histórico familiar, tabagismo e consumo excessivo de álcool, hipertensão, diabetes e colesterol alto não controlados, sedentarismo e isolamento social, traumas cranianos repetitivos e apneia do sono não tratada. “Vale ressaltar que entre os fatores de risco também estão a baixa escolaridade e a perda auditiva, sendo essa segunda um agravante para o quadro, pois o paciente fica mais isolado da sociedade e tem menos estímulos cognitivos”, conta o geriatra.

Blini explica que, quanto mais cedo o diagnóstico, maiores as chances de controlar a progressão da doença e melhorar a qualidade de vida do paciente e da família. “Esquecimento de fatos recentes com frequência, dificuldade para encontrar palavras ou se comunicar, perda de interesse por atividades habituais, desorientação no tempo e espaço, troca de comportamento ou mudanças de humor inexplicáveis, além de repetição excessiva de perguntas ou histórias, podem ser sinais do início do quadro. O ideal é procurar com prioridade um geriatra ou neurologista”, completa.

Ações que ajudam a prevenir o declínio cognitivo:

Manter a mente ativa: leitura, jogos, quebra-cabeças, aprender algo novo

Praticar exercícios físicos regularmente

Alimentar-se de forma equilibrada (com dieta rica em frutas, vegetais, grãos integrais e gorduras saudáveis)

Socializar: conversar, participar de grupos, manter vínculos afetivos

Tratar e controlar doenças crônicas

Evitar o uso abusivo de medicamentos sedativos ou que afetam o sistema nervoso central

Ter um sono de qualidade

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Fonte: Assessoria