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Médico do TJAL explica os sintomas e tratamento do câncer colorretal
A campanha de conscientização “Março Azul Marinho” alerta para o 3º tumor que mais mata no Brasil, o colorretal. O dia 27 de março é o Dia Nacional de Combate ao Câncer Colorretal, por isso a Diretoria Adjunta de Saúde e Qualidade de Vida (DASQV) orienta os servidores e magistrados sobre os riscos da doença.
O médico especialista em gastroenterologia e endoscopia digestiva do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL), Lucas Gama, apontou que o problema se trata de uma lesão maligna que ocorre no intestino grosso ou no reto.
“Na maioria dos casos, essas lesões se desenvolvem a partir de pólipos pré-malignos, que podem ser retirados através da colonoscopia, antes que se tornem malignos”, afirmou Lucas.
Pesquisas mostram que este problema de saúde atinge mais de 45 mil pessoas por ano no Brasil. O médico destaca também que este câncer acomete principalmente homens e mulheres com mais de 45 anos, além de pessoas com história familiar.
Sintomas
O profissional explica que ter o diagnóstico precoce faz a diferença no tratamento e na chance de cura do paciente. E para isso, é necessário que as pessoas se alertem para os sintomas:
Perda de peso sem explicação;
- Diarreia ou constipação de início recente;
- Presença de sangue nas fezes;
- Sensação de gases ou cólica;
- Vômitos;
- Náuseas;
- Dor na região anal;
- Sensação de intestino cheio mesmo após a evacuação.
Diagnóstico
A garantia do diagnóstico é possível por meio de dois exames que são capazes de detectar precocemente os tumores de intestino. O teste imunoquímico fecal (FIT), que aponta sangue nas fezes mesmo que não seja visível a olho nu, e a Colonoscopia, que estuda o interior do intestino grosso.
Segundo o médico, a Colonoscopia é o único exame capaz de prevenir e confirmar o câncer através da retirada de pólipos e da biópsia.
“O diagnóstico precoce oferece até 90% de chance de cura do câncer de intestino”, esclareceu o especialista.
Tratamento
De acordo com Lucas Gama, o tratamento depende do estágio da doença. Em estágio inicial, o câncer colorretal pode ser tratado até mesmo pela colonoscopia.
Em estágio um pouco mais avançado, mas com a doença ainda restrita ao intestino, o tratamento é cirúrgico, sem necessidade de quimioterapia.
Nos estágios intermediários, como doença avançada, há necessidade de associar a quimioterapia ao tratamento cirúrgico. E quando há metástases em vários órgãos, o tratamento é apenas paliativo, podendo ser realizado também com a quimioterapia, a depender do estado geral do paciente.
Prevenção
Segundo Lucas, a prevenção da doença vem mediante a diminuição dos fatores de risco. “Evitando tabagismo, consumo de alimentos ricos em gorduras saturadas, sedentarismo, consumo de bebidas alcoólicas, obesidade e baixo consumo de cálcio”.
O profissional finaliza ressaltando a importância de tratar sobre esta temática entre os servidores e magistrados do TJAL.
“A conscientização é importante para o controle dos fatores de risco, identificação dos sintomas precoces e, principalmente, para a realização da prevenção através da colonoscopia a partir dos 45 anos”, finalizou o especialista.
Carol Neves - Dicom TJAL