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Carlos Cavalcanti reforça importância do debate sobre IA no Judiciário
O presidente em exercício do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL), Carlos Cavalcanti, reforçou a importância do debate envolvendo inteligência artificial no Judiciário. O tema foi discutido, nesta quinta (27), no Encontro do Colégio de Dirigentes de Escolas Eleitorais (Codeje), em Maceió.
"Não há como, hoje, se trabalhar em qualquer âmbito de conhecimento sem que a inteligência artificial esteja a colaborar. A grande questão é como utilizá-la de maneira correta, dentro de limites éticos", afirmou o desembargador, que dirige a Escola Judiciária Eleitoral de Alagoas.
Para Carlos Cavalcanti, a máquina não substituirá o homem na área jurídica. "O que se produz ao final de um processo chama-se sentença. A sentença vem de sentir e esse sentimento a máquina não tem. Somente mulheres e homens têm o sentimento de saber decidir diante de um caso concreto. A inteligência artificial, no entanto, pode e deve colaborar".
Linguagem simples
O segundo dia do Codeje também teve discussões a respeito da linguagem simples. Para a desembargadora eleitoral Natália Von Sohsten, a adoção desse tipo de linguagem exige uma mudança de cultura por parte dos profissinais da área jurídica.
"Essa iniciativa de transformar a linguagem jurídica em algo mais simples visa dar mais transparência, dar mais acesso à justiça. Isso requer uma mudança de paradigma para que a gente passe a escrever de forma diferente".
Natália Von Sohsten ressaltou que linguagem simples não é sinônimo de linguagem sem técnica e que esse modelo de escrita é fundamental na Justiça Eleitoral, "que lida diariamente com o eleitor e com o processo que envolve o próprio Estado brasileiro".
O XXIII Codeje segue até sexta-feira (28), em Maceió. A programação completa do evento pode ser conferida aqui.
Diego Silveira - Dicom TJAL