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Banco do Nordeste mais que dobra financiamentos para mandiocultura no agreste alagoano

21/03/2025
Banco do Nordeste mais que dobra financiamentos para mandiocultura no agreste alagoano
Fotos: Ações do Banco do Nordeste estão impulsionando a mandiocultura em Alagoas

Os financiamentos do Banco do Nordeste (BNB) destinados ao cultivo da mandioca cresceram 140% no agreste alagoano, ano passado, no comparativo com 2023. Os recursos, contratados pela agência de Arapiraca, que atendem aquela região, somaram R$ 3,5 milhões. O valor corresponde a 73% de todo o crédito da instituição financeira para a atividade no estado, em 2024, que totalizou R$ 4,8 milhões.

No agreste alagoano, o BNB mantém o Programa de Desenvolvimento Territorial (Prodeter) voltado à estruturação dacadeia produtivada mandiocultura. Para o gerente de Desenvolvimento Territorial do banco em Alagoas, Manoel Roberto Muniz, o Programa, que realiza ações em conjunto com diversas instituições parceiras, tem contribuído para o fortalecimento da atividade. “São ações que visam ao aumento da produtividade e à redução dos custos de produção, entre outras, que incluem, além do crédito, capacitação, pesquisa, inovação e introdução de novas tecnologias”, esclarece.

Segundo o gestor, o aumento expressivo nos financiamentos ao cultivo da mandioca na área de atuação do Prodeter evidencia a importância desse trabalho para o desenvolvimento sustentável da atividade. “Os resultados na mandiocultura são tão positivos que o Comitê Gestor do Programa, formado pelo banco, produtores e instituições parceiras, decidiu iniciar um novo ciclodo Prodeter focou essa atividade, desta vez direcionando os esforços para a organização de mulheres tanto no planejamento, quanto no beneficiamento da raíz”, destaca.

A implantação do Prodeter da Mandiocultura, em Alagoas, ocorreu em 2021, e abrange os municípios deArapiraca, Feira Grande e Limoeiro de Anadia. Nesse período, Manoel Roberto enfatizou algumas ações que consideram relevantes para a estruturação da atividade, a exemplo do intenso intercâmbio com produtores e entidades de Sergipe, para o aprendizado de técnicas de transparência da mandioca de mesa, melhores práticas de manejo e culturas consorciadas, além da parceria com a agroindústria Amafil, para compra da produção dos agentes econômicos do território, com garantia de preço mínimo.

No campo de pesquisa e difusão tecnológica, está em curso ainda, na área de abrangência do Programa, um experimento para testar o uso do pó de rocha como nutriente no cultivo da mandioca, exigindo a utilização de adubação química na atividade.

Ascom Banco do Nordeste (BNB)