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Creatina: mitos e verdades sobre o suplemento do momento
A creatina tem sido o centro das atenções no mundo fitness. Nas redes sociais, influenciadores divulgam informações sobre a substância. Se a gente acredita em tudo o que encontra na internet, pode pensar que a creatina é uma solução para os problemas de saúde como ansiedade, depressão, osteoporose, diabetes, Alzheimer, Parkinson e até para o funcionamento cerebral.
O nutricionista funcional Diogo Cirico, especialista em nutrição esportiva e responsável técnico pela Growth Supplements , reforça que não se pode acreditar em tudo o que vemos na internet e esclarece as principais mitos e verdades sobre a creatina.
Entre as verdades comprovadas, estão os ganhos de desempenho e recuperação muscular. "A creatina realmente cumpre o que promete em termos de desempenho muscular. Ela não só melhorou a força e a resistência, mas também auxilia significativamente na recuperação após treinos intensos."
Contrariando receitas comuns, Cirico ressalta que, quando usada corretamente, ou seja, com a supervisão de um nutricionista e na dose adequada, a creatina é segura. “Não há evidências científicas de que uma substância cause hipertensão, problemas renais, câncer ou desidratação”, esclarece o especialista.
Benefícios além da academia
Surpreendentemente, a creatina pode beneficiar até quem não é atleta. “Temos observado melhorias no desempenho muscular em praticantes de atividade física”, explica o nutricionista. Portanto, a creatina é especialmente promissora para os idosos. “Combinada com exercícios, ela pode combater a perda de massa muscular e prevenir a sarcopenia, fator que degrada o bem-estar, a saúde e a autonomia do idoso” , conta.
O que ainda precisa ser treinado
A relação entre gravidez e creatina vem sendo estudada com afinco, as revisões da literatura mostram que o consumo de creatina por gestantes a lactantes é seguro, porém a legislação brasileira determina que os produtos brasileiros tragam uma advertência em seu rótulo.
O especialista afirma que há promessas sobre efeitos anti-inflamatórios e terapêuticos da creatina, mas ainda é preciso mais pesquisas para confirmar. O mesmo acontece com a hipótese de reduzir a fadiga mental e física e de ter efeitos positivos no sistema imunológico. "Não se recomenda usar a creatina para essas específicas, nem para 'potencializar' o funcionamento do cérebro. Embora haja hipóteses interessantes, ainda é muito cedo para relacionar a creatina a benefícios cognitivos concretos" , diz.
A creatina se mostra um suplemento seguro e eficaz, principalmente para ganhos de força e massa muscular. No entanto, Cirico advertiu: "como todo suplemento, deve ser usado com orientação profissional. E lembre-se, não existem milagres - a creatina é um complemento a uma dieta equilibrada e exercícios regulares."
Fonte: Assessoria