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Escolas estaduais conquistam 36 medalhas na Olimpíada Brasileira de Raciocínio Lógico

27/11/2023
Escolas estaduais conquistam 36 medalhas na Olimpíada Brasileira de Raciocínio Lógico
Fotos: Ana Paula Lins, Ascom PMAL e Cortesia

Ana Paula Lins

As escolas da rede estadual de ensino conquistaram 36 medalhas na edição 2023 da Olimpíada Brasileira de Raciocínio Lógico (OBRL). Destas 36 medalhas, 5 são de ouro, 14 de prata e 17 de bronze. As premiações foram alcançadas por estudantes do Colégio Tiradentes da Polícia Militar (CPM) - Unidade Agreste, de Arapiraca e das escolas estaduais Dr. Fernandes Lima, de Maceió; Djalma Barros Siqueira, de Coruripe; Nova Jersey, Humberto Mendes e Almeida Cavalcanti, todas de Palmeira dos Índios.

A OBRL visa estimular o interesse dos estudantes pelo mundo dos jogos e desafios lógicos, desenvolvendo nos mesmos a capacidade de concentração na solução de problemas. A competição é dividida em seis níveis: Teta – para alunos do 4º e/ou 5º ano do Ensino Fundamental; Alfa – para alunos do 6º ano do Ensino Fundamental; Beta – para alunos do 7º ano do Ensino Fundamental; Gama – para alunos do 8º ano do Ensino Fundamental; Ômega – para alunos do 9º ano do Ensino Fundamental e Delta – para alunos da 1ª, 2ª e 3ª séries do Ensino Médio. A segunda fase da OBRL foi realizada no período de 05 a 07 de outubro e, em todo o Brasil, serão entregues 140 medalhas de ouro, 280 medalhas de prata e 420 medalhas de bronze para os estudantes que conquistarem as melhores pontuações em seus níveis.

ARAPIRACA


A unidade Agreste do Colégio Tiradentes somou 16 medalhas na OBRL, das quais quatro são de ouro, sete de prata e cinco de bronze. Gleyce Carvalho é uma das medalhistas e está entre os cinco estudantes que conquistaram o ouro pela rede estadual. Para ela, participar da olimpíada foi uma experiência diferenciada. Ela também agradece o apoio da escola e de seus professores e se diz feliz pelo fato de meninas estarem se destacando cada vez mais nestas competições – dos cinco medalhistas da rede estadual, três são do sexo feminino.

Professores e equipe gestora da escola comemoram o resultado. “A OBRL potencializa a capacidade de pensamento e questões como as cobradas na prova são cada vez mais comuns em concursos públicos. Esse ano inscrevemos uma pequena quantidade de alunos, mas a ideia é, nos próximos anos, atrair mais gente”, conta o professor Thierry Sena, que orientou os alunos. “Foi a nossa primeira participação na OBRL e esse resultado é fruto do excelente trabalho dos professores, em especial do professor Thierry, que mobilizou os alunos”, observa a diretora pedagógica Tatiane Lessa. “As olimpíadas de conhecimento têm um papel fundamental no desenvolvimento intelectual dos alunos”, complementa o major PM James, subcomandante do CPM Agreste.



PALMEIRA


Na cidade de Palmeira dos Índios, dez estudantes das escolas estaduais Humberto Mendes, Nova Jersey e Almeida Cavalcanti conquistaram medalhas. Uma delas é Rickelly Tauane, da Humberto Mendes, que após o ouro na Maratona Alagoana de Raciocínio Lógico, conquista também a premiação máxima da OBRL. “Foi uma prova desafiadora e fico muito feliz de estar entre os cinco medalhistas de ouro. Isso me motiva a participar mais vezes desta olimpíada”, declara Rickelly. Sua colega Vitória Sabino, medalhista de bronze, também destaca a importância da conquista. “A OBRL foi algo novo para mim, uma experiência incrível. Fico muito feliz com a medalha”, fala a garota.

Ariel Mendes, da Escola Almeida Cavalcanti e Gustavo Barros, da Nova Jersey, também são medalhistas de bronze. Esta é a primeira medalha de Ariel e a segunda de Gustavo que, em 2022, foi ouro. “A prova foi muito difícil, mas o resultado foi recompensador, sei que essa olimpíada vai enriquecer meu currículo”, diz Ariel. “Gosto muito dos cálculos e dos padrões do raciocínio lógico. Por isso, faço questão de incentivar meus colegas a participarem da OBRL”, atesta Gustavo.

Responsável por preparar os estudantes das três escolas, o professor Lucyan Mendonça comemora o resultado e já se organiza para novas competições. “Fizemos recentemente a Olimpíada de Cálculo Mental e já estamos nos programando para a Canguru de Matemática. Enquanto isso, aguardamos o resultado da OBMEP”, adianta Lucyan, que também é coordenador pedagógico da Escola Almeida Cavalcanti.

Os gestores escolares também celebram o resultado. “Tivemos ótimos resultados nas últimas olimpíadas de conhecimento e isso nos orgulha bastante”, frisa Adelmo Medeiros, da Nova Jersey. “Esta chuva de medalhas foi mais uma grande vitória para nossos estudantes. Parabenizo todos os premiados assim como todos os professores engajados”, ressalta Claudean Ferro, da Humberto Mendes.



MACEIÓ


A Escola Estadual Dr. Fernandes Lima teve sete medalhas – 4 bronzes e três pratas. Professor orientador dos alunos, Geraldo Ferreira destaca o engajamento e protagonismo dos estudantes no processo. “A participação na OBRL surgiu a partir do desejo dos alunos, que nos procuraram para fazer a inscrição. Ao todo, tivemos quase 200 inscritos. É uma prova diferenciada, exige muita agilidade e estratégia por parte do estudante”, aponta Geraldo.

Bimedalhista de prata - foi premiada também em 2021-, Mariana Lins, do 8º ano do ensino fundamental, soma mais uma conquista a sua já vasta coleção de medalhas. “Gostei muito de fazer a OBRL, foi uma prova desafiadora e estimulante. Estou muito feliz com a medalha”, diz Mariana. Seu colega Pedro Henrique, por outro lado, é estreante na prova e conquistou o bronze. “Achei a prova difícil e fiquei surpreso com o resultado. Isso me anima a participar de mais olimpíadas”, contou.

Também medalhistas de bronze, Carlos Daniel e Jayne Vitória falam de suas experiências com a OBRL. “Foi diferente das outras olimpíadas que participei”, recorda Carlos. “Achei a prova difícil na segunda fase e quando soube que tinha ganho medalha, não me contive e chorei de emoção”, revela Jayne.

Diretora da unidade de ensino, Michelle Lins diz que as medalhas conquistadas pelos alunos orgulham a instituição. “Nossa escola tem participado de diversas olimpíadas de conhecimento e os resultados alcançados mostram o empenho e engajamento de nossos alunos e professores”, pontua a gestora.



CORURIPE


Com três medalhistas – um de prata e dois de bronze - na competição, a Escola Estadual Djalma Barros Siqueira, de Coruripe, foi a unidade estadual com maior número de participantes na olimpíada: todos os 1.400 estudantes matriculados na instituição fizeram a prova.

“Foi nossa primeira participação na OBRL e o resultado foi surreal, tivemos três alunos premiados. Para mim, que sou professor, é motivo de orgulho vê-los brilhando nas competições externas e podendo concretizar seus conhecimentos. E como apaixonado pelo mundo das olimpíadas, sei como elas podem contribuir para o aprimoramento das aprendizagens”, lembra o professor Antônio Marcos.

Keven Hygor Gomes foi um dos premiados. Ele diz que a participação na olimpíada foi uma oportunidade única e agradece ao apoio da escola e do professor Antônio Marcos. “Não foi fácil ser premiado em uma competição nacional, porém também sou apaixonado por matemática, isso facilita o meu desempenho. Tenho orgulho de ser aluno da rede pública estadual e sou muito grato à Escola Djalma Barros Siqueira”, enfatizou.

A gestora Elda Rocha também comemora o resultado. “Tivemos ótimos resultados com a OBMEP no passado e, agora, mais alegrias, com a OBRL”, celebra Elda.

Ascom Seduc e Ascom PMAL