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Sebrae/AL sedia reunião de Estudos Especiais da ABNT para Food Trucks

19/04/2017
Sebrae/AL sedia reunião de Estudos Especiais da ABNT para Food Trucks

Nesta terça-feira (18), teve início, na sede do Sebrae em Alagoas, a 2ª Reunião da Comissão de Estudo Especial (CEE-230) da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) para Food Trucks. O encontro, que contou com a presença de fabricantes de food trucks e empresários dos estados de Alagoas, Paraná, Santa Catarina e São Paulo, teve como pauta a elaboração do texto da primeira norma técnica para o segmento, discutindo regras, questões estruturais, diretrizes e características desse tipo de veículo.

Na oportunidade, Antônio Cordeiro, analista da ABNT e responsável pela normatização no campo de food trucks, abordou partes do texto já elaborado na reunião anterior, realizada com a comissão em Porto Alegre, no mês passado. O analista destacou aspectos como termos e definições, qualidades, requisitos para adaptação e instalação e a classificação dos veículos conforme o peso. Antônio ainda lembrou a importância da elaboração da norma, sobretudo, em pontos de operação das atividades desenvolvidas nos food trucks.

“São várias unidades móveis diferentes, por isso, é importante classificá-las para que, aí sim, possamos aplicar as normas adequadas, seguindo requisitos necessários. Além disso, trataremos da parte de operação, que destaca o que precisamos fazer para termos requisitos básicos de segurança, seja na distribuição ou na preparação dos alimentos, por exemplo”, frisou.

Raul Diaz Langou, empresário do food truck El Gringo 2, que fica na Praia do Francês, em Marechal Deodoro, enfatizou que a norma será importante para que os empreendedores locais se reorganizem. “Essa norma vai separar, como se diz no popular, ‘o joio do trigo’. Acredito que os food trucks daqui precisam de uma reformulação. Muitos são feitos de materiais que não suportam muito bem a atividade, e alguns já estão até enferrujados. Conheço um pouco da estrutura, da montagem de um truck, pois já fabriquei barcos e posso dizer. A norma vai ajudar muito no sentido de fazer com que todo mundo se reestruture e passe a oferecer algo novo, bem feito”, afirmou.

Vanessa Fagá Rocha, gerente da Unidade de Comércio e Serviços (UCS) do Sebrae em Alagoas, também lembrou a relevância da norma para o segmento. “Esse trabalho de desenvolvimento da norma e regulamentação é fundamental para que tenhamos um segmento mais fortalecido. Este ano, ainda temos vários desafios pela frente, e vamos fomentar ainda mais o segmento ao longo dos próximos meses. Temos que encarar os food trucks não mais como uma tendência, mas como um segmento mais maduro e forte. Quem permanece firme no mercado são aqueles que buscam se capacitar e se profissionalizar”, concluiu.

Partes interessadas

De acordo com Débora Lima, analista da UCS, a CEE-230 foi montada no ano passado, através de uma demanda da ABNT em parceria com o Sebrae Nacional, que promoverá reuniões mensais – no período de até um ano e meio – para a elaboração do texto, sendo Alagoas o único estado do Nordeste a ter representação na comissão. A próxima reunião da comissão de estudo vai ser na cidade de Florianópolis, no dia 25 de maio.

A analista reforçou que o processo de construção da norma para food trucks deve ser discutido por todos os envolvidos, como ABNT, Sebrae, empresários e fabricantes. “A presença de todos nesse processo é fundamental. Faremos reuniões nesse formato até concluirmos o texto e disponibilizarmos para o público. Essa é uma forma de tornar essa norma viável para os negócios, para que ela não fique engessada e traga aspectos que acabam dificultando e não colaborem para o desempenho final dos food trucks”, defendeu Débora.

Figuras importantes dentro da elaboração dessa regulamentação, os fabricantes de food trucks também participaram da reunião. Um deles, Marcos Rodrigues, gerente de Engenharia de Vendas da Truckvan, de São Paulo/SP, enfatiza que a norma é de extrema importância para que os fabricantes possam ter um guia para produzir os veículos dentro da regulamentação do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) e com materiais adequados para a segurança do veículo.

“Muitos empresários se preocupam em vender food trucks sem ter cuidado com a segurança, que é algo primordial. Nós já vimos casos muito graves e problemas que poderiam ter sido evitados em food trucks com atitudes básicas que deveriam ter sido tomadas. Mas, com essa norma, esse tipo de coisa tende a acabar. Agora, todos os fabricantes terão um norte para seguir, um guia”, afirmou Marcos.

Outro fabricante presente, Tiago Oliveira, representante da Rodogreen, que fica na cidade de São José dos Pinhas, no Paraná, lembrou que a norma também poderá ser um documento fundamental para a elaboração de leis para o segmento.

“Essa normatização também vai servir de referência para que as Prefeituras possam adotá-la como base para a criação de uma legislação municipal, para os empresários trabalharem mais tranquilos. Tendo a norma, legislação municipal favorável e produtos adequados, o segmento de food trucks não tem limite no Brasil, e passará a agregar ainda mais valor ao comércio convencional”, finalizou Tiago.

Agência Sebrae Alagoas