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Rio Largo vai reunir municípios para defender as águas dos rios Mundaú e Paraíba do Meio

17/03/2017
Rio Largo vai reunir municípios para defender as águas dos rios Mundaú e Paraíba do Meio

WhatsApp-Image-2017-03-14-at-15.07.04-450x253O município de Rio Largo promove no próximo dia 29, a partir das 8hs, no auditório do CECA/Ufal, a discussão “Em Defesa das águas dos rios Mundaú e Paraíba do Meio”, com o objetivo de provocar a criação de um comitê de bacia para esses dois rios federais que se encontram em situação degradante e provocando escassez de água nos municípios que compõem o Vale do Mundaú e o Paraíba do Meio.

Reunião na última terça, na Câmara de Vereadores, discutiu a logística do evento, que vai contar com palestras do pós-doutor em Hidrologia pela Ufal, professor Valmir Pedrosa, sobre a atual situação desses rios, e do presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do rio São Francisco e Mestre em Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente, Anivaldo Miranda, que vai falar sobre um comitê de bacias, sua importância e a necessidade de se criar um comitê de bacia. Em seguida, será aberto um diálogo para ouvir os participantes.

De acordo o secretário do Meio Ambiente e Recursos Hídricos de Rio Largo, Marcelo Ribeiro, é importante a participação de representantes dos municípios de São José da Laje, União dos Palmares, Murici, Branquinha, Quebrangulo, Paulo Jacinto, Chã Preta, Viçosa, Cajueiro, Capela, Atalaia e Pilar, entre outros, que compõem o Vale do Mundaú e o Paraíba do Meio.

“O rio Mundaú tem seu trecho maior em Rio Largo, o que faz com que a cidade tenha a obrigação histórica de defendê-lo das agressões de tudo que ele vem sofrendo ao longo de tantos anos de descaso e desprezo das autoridades constituídas que deveriam cuidar desse importante curso d’água. Pretendemos criar o comitê da bacia hidrográfica desses rios para que eles tenham um papel preponderante na elaboração do plano de bacia, com unidade de planejamento das ações do poder público e das intervenções antrópicas, ou seja, das ações humanas, exatamente pelo fato de a água ser o bem maior de uma civilização”, informou o secretário.

Ainda segundo Marcelo Ribeiro, os pesquisadores já detectaram que grande parte do rio Mundaú está represada no estado de Pernambuco, que hoje tem cerca de 30³ milhões de metros de água barradas para atender as suas necessidades e garantir segurança hídrica aos pernambucanos e, com isso, Alagoas, que está abaixo de Pernambuco, fica recebendo pouca água e de péssima qualidade.

“Por tudo isso, Rio Largo está assumindo essa bandeira, essa liderança de ser o município propositor de todas essas discussões. Se não tomarmos a providência de criarmos esse comitê e começarmos uma discussão entre os municípios da bacia, assim como criarmos os planos municipais de saneamento básico, uma necessidade que está na Lei 11.445, estaremos próximos de um colapso hídrico e impossibilitados de recebermos recursos federais”, concluiu Marcelo Ribeiro.