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Brasil é o segundo país, no mundo, com maior incidência de Hanseníase
Estudantes e profissionais da Saúde participaram, na última segunda-feira (23.1), do “Seminário de Atualização em Hanseníase – olhar crítico e responsável, o que fizemos ontem, o que estamos fazendo hoje e como faremos amanhã”, evento promovido pelo Senac, no auditório da Unidade Poço, em parceria com o Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan). “Somos uma escola de Educação Profissional e precisamos despertar em nossos alunos esse olhar crítico e responsável pelo combate e eliminação dessa doença que já é considerada extinta em países desenvolvidos, mas, no Brasil, ainda apresenta números alarmantes”, destacou a enfermeira Danielle Teodósio, responsável técnica de Enfermagem do Senac Alagoas e coordenadora do evento.
O Brasil é o segundo país, no mundo, com maior incidência da doença, perdendo apenas para a Índia. “A situação é muito preocupante, em especial, por ser uma doença silenciosa, o que contribui para um diagnóstico tardio. A população precisa se mobilizar para cobrar do Estado uma política de saúde pública que priorize as necessidades da população”, alertou a enfermeira e professora Raphaela Delmondes, durante a palestra de abertura do evento que discutiu o tema “Controle Social da Hanseníase”.
Durante todo o dia, conferências e palestras com médicos, enfermeiros e bioquímicos destacaram temas como “Aspectos Clínicos e Desafios para o Controle”, “Diagnóstico Laboratorial” e “Prevenção de Incapacidades”. Para Clodis Tavares, coordenadora do Morhan, em Alagoas, e uma das palestrantes, outro problema grave relacionado à doença é o baixo número de casos notificados. “Trabalhamos com uma hipótese de endemia oculta porque as ações de educação e saúde deixam muito a desejar. Em 2016, apenas 255 casos da doença foram notificados, em Alagoas, quando a estimativa era notificar 600 casos”, explica Clodis ao lembrar que a Hanseníase tem cura, mas o tratamento deve ser iniciado o quanto antes. “É uma doença infectocontagiosa de evolução crônica que se instala, principalmente, nos nervos e na pele, podendo causar incapacidades e deformidades se tratada de forma tardia ou não tratada”, alerta a palestrante.
A dentista Sabrina Barbosa acompanhou, atenta, todas as palestras. “A Hanseníase ainda é uma doença negligenciada pelo poder público. A população precisa se mobilizar para evitar que mais vítimas sejam acometidas. Gostei muito das informações que recebi durante o evento e saio daqui mais esclarecida a respeito do tema”, disse Sabrina. “É muito importante que um centro educacional, como o Senac, fomente esse tipo de discussão. A Hanseníase tem cura, mas ainda falta informação acerca da doença”, destacou o professor universitário Manoel Amelo, satisfeito com o evento.
A atividade faz parte do Janeiro Roxo, uma campanha do Ministério da Saúde de combate à doença infecciosa, antigamente conhecida como lepra, que apresenta sintomas como formigamento, mancha branca ou até avermelhada, e a perda de sensibilidade ao tato e ao calor.
Fonte: Ascom AL Senac