Geral

SSP determina força-tarefa para reestabelecer a ordem no Vergel do Lago

29/12/2016
SSP determina força-tarefa para reestabelecer a ordem no Vergel do Lago
Após quatro meses de investigação e em resposta à ousadia dos traficantes no bairro Vergel do Lago, na parte baixa de Maceió, a Secretaria de Estado da Segurança Pública de Alagoas (SSP/AL) deflagrou, na madrugada desta quarta-feira (28), operação policial para prender líderes de organizações criminosas na região. Seis pessoas foram presas, duas representadas (já encarceradas no sistema prisional) e houve ainda a apreensão de drogas e arma de fogo.

O chefe da Segurança Pública, secretário Lima Júnior, e o comandante-geral da Polícia Militar de Alagoas (PM/AL), coronel Marcos Sampaio, garantiram na apresentação dos acusados à imprensa, que o reforço do policiamento no bairro será mantido a fim de reestabelecer a ordem e, assim, devolver a paz social nos conjuntos Virgem dos Pobres I, II e III, onde os criminosos atuavam. As organizações criminosas trocaram tiros na noite dessa terça-feira (27).

De acordo com o delegado-adjunto de Repressão ao Narcotráfico (DRN), Rodrigo Sarmento, o tiroteio foi travado em razão de disputa pelo tráfico de drogas nos conjuntos.  “A força-tarefa da Segurança Pública, realizada em parceria com o Grupo Estadual de Combate às Organizações Criminosas (Gegoc), foi executada pelas polícias Civil (PC) e Militar (PM) de Alagoas, contando com o trabalho de Inteligência das instituições e da SSP”, destacou Sarmento.

A gerente de Polícia Judiciária da Região Metropolitana, delegada Ana Luiza Nogueira, avaliou, na entrevista coletiva, que os números de homicídio na capital devem diminuir com a prisão dos acusados, pois além de serem indiciados por tráfico de drogas, organização criminosa e associação para o tráfico, crimes já comprovados, os presos também são investigados pela prática de homicídios.

Lideranças presas

Gonçalo Barbosa dos Santos, conhecido como Casquinha, de 39 anos, foi preso em flagrante com maconha. Ele já foi condenado por tentativa de homicídio praticada 2013. A companheira de Gonçalo, Rozinalva Tertuliana de Moura, de 49, também foi presa em flagrante com drogas.

Os investigados Adriano Gustavo da Silva Santos, o Garrincha, de 34 anos, e Everton Evangelista dos Santos, de 28, também foram presos na operação. Garrincha já respondeu por roubo à residência em 2005, e Everton por tentativa de homicídio e roubo de celular em 2010.

Cristiane Soares da Nóbrega, de 32 anos, também foi presa. Ela já foi condenada por calúnia, em 2006, e maus-tratos, em 2012. Conforme as investigações, a acusada assumiu o lugar do marido, José Flávio Nunes dos Santos, de 28, no comércio de drogas. O esposo da acusada está no Sistema Prisional do Agreste, em Arapiraca, e repassava as ordens à Cristiane. José Flávio, conhecido ainda como Flávio da Toca ou Neblina, também responderá pelos mesmos crimes que os demais presos na força-tarefa.

Um outro detento, Rodrigo Cleiton Felix da Silva Brabo, também foi apresentado à imprensa. De dentro do presídio, ele comandava a comercialização de drogas na região do Vergel.

Morto em confronto

O traficante José Eraldo Bezerra Leite, o Eraldo do Gás, de 45 anos, também estava entre os alvos da operação e terminou morrendo após trocar tiros com os policiais, no Conjunto Virgem dos Pobres II. Ele era uma das principais lideranças no tráfico na região, com várias passagens pelo Sistema Prisional por tráfico, roubo e homicídios.

Eraldo também já facilitou a fuga de comparsas que estavam em poder da Polícia Civil. Entre suas vítimas, estão juiz, empresário e famílias que tiveram suas casas invadidas. Ao longo de sua trajetória no crime, ele foi investigado ainda por compra ilegal de armas, roubo de carros e falsificação de documentos. A arma usada por Eraldo no confronto com a polícia foi apreendida.

Os mandados de prisão, busca e apreensão, expedidos pela 17ª Vara Criminal da Capital, foram executados por equipes da Delegacia de Repressão ao Narcotráfico (DRN), Grupamento Aéreo da SSP, Bope, 1º e 4º Batalhões de Polícia Militar, Batalhão de Polícia Ambiental, Radiopatrulha, Asfixia, Tático Integrado de Grupos de Resgate Especial (Tigre) e Operação Policial Litorânea Integrada (Oplit).

Os trabalhos contaram ainda com o apoio da Secretaria de Estado da Ressocialização e Inclusão Social (Seris). O subcomandante do Policiamento da Capital (CPC), tenente-coronel Neyvaldo Amorim, o subcomandante do 1º Batalhão, major Rocha Lima, e o capitão PM Maykel Anderson, do Grupamento Aéreo, também participaram da entrevista.

Fonte: Gildo Júnior - Ascom SSP