Geral
Semthas realiza o “Agentes de enfrentamento ao trabalho infantil”
O trabalho infantil interfere no desenvolvimento da criança, atingindo sua integridade física, psíquica e social. Com o foco em traçar metas direcionadas a esse combate, a Semthas- Secretaria Municipal do Trabalho, Habitação e Assistência Social, realizou no auditório do Sindspem, nessa quarta-feira (21) um encontro de formação relacionado ao Plano Municipal de enfrentamento ao Trabalho infantil, denominado “Agentes de enfrentamento ao trabalho infantil”, objetivando o planejamento de ações para os próximos dois anos. O encontro segue durante todo dia, com mesas redondas e debates.
O evento contou com a presença da Secretária Municipal do Trabalho, Habitação e Assistência Social Maria Izabel Bezerra Ernesto Cabral; representando o Secretário de Saúde Pedro Madeiro, a coordenadora de Atenção Básica Iara Barros Matias, além das equipes da Semthas, Cras Oiteiro e Barro vermelho, conselheiros tutelares e psicólogos.
A Secretária Municipal do Trabalho, Habitação e Assistência Social Maria Izabel Bezerra Ernesto Cabral abriu o evento e desejou boas vindas a todos os presentes.
Palestras
As palestras foram proferidas pela Professoras: Ângela Maria Araújo Leite, Mestra e Professora da UFAL e a Psicóloga e Mestra Graciele Faustino, Professora da UNEAl. Foram abordados as questões históricas e sociais referentes ao tema, as ações em curso no país para o combate a essa problemática e o posicionamento de alagoas no raking, onde ocupa o 22º lugar no país.
Ângela Leite, mestra em Geografia e especialista em estudos afro e populações de risco falou sobre o desafio de se discutir a questão do trabalho infantil; as questões históricas e legislações complexas sobre o tema, além da definição de trabalho infantil: “Toda forma de trabalho realizado por criança e adolescente abaixo da idade mínima permitida pela legislação”. No Brasil apenas após os 16 anos, com exceção da condição de aprendiz que pode ser exercida a partir dos 14 anos.
Outro ponto abordado referiu-se ao trabalho infantil durante a revolução industrial, entre o século XIX e parte do século XX, onde as crianças eram obrigadas há trabalhar 14 horas diárias, sem nenhum direito. Destacando as medidas adotadas para se combater o trabalho infantil, a exemplo da convenção das nações unidas, assinada pelo Brasil, onde se propôs acabar com as piores praticas: Escravidão, condição de servo, conflito armado, crianças no trafico e pornografia ou prostituição.
Graciele Faustino Psicóloga e Mestra no tema explicou a rede de proteção a criança e adolescente, estratégia de identificação, aproximação, aspecto cognitivo, relação cultural e a necessidade de se olhar pelo desenvolvimento infantil.
“Brincar é extremamente importante para o desenvolvimento da criança, por meio da questão simbólica e do pensamento transformacional”, afirmou.
Fonte: Ascom Penedo