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Unidades de Acolhimento promovem fortalecimento de vínculos
O trabalho realizado nas unidades de acolhimento da Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas) tem o objetivo de oferecer a crianças e adolescentes um ambiente que favoreça o seu desenvolvimento, com segurança, apoio, proteção e cuidado, fortalecendo, assim, os vínculos familiares e comunitários.
No último sábado (3), 35 crianças e adolescentes do Abrigo Institucional para Meninos Acolher e da Casa de Passagem Feminina Luzinete Soares de Almeida participaram de um bate papo sobre prevenção do uso drogas e de um dia lazer na sede do Acolher.
Segundo o coordenador do Acolher, Amaro Jorge da Silva, quinzenalmente é feito um encontro com os adolescentes das duas unidades para que se conheçam e interajam. “No Acolher e na Casa da Passagem temos grupos de irmãos. Esse é um momento especial para que eles possam ficar juntos e fortaleçam os laços familiares. Nesses encontros, trabalhamos o respeito, a coletividade, a sexualidade e o convívio a dois , visto que alguns deles já namoram. Como eles vêm de famílias desestruturadas, queremos orientá-los para um bom convívio familiar”, disse.
A unidade Acolher tem um espaço amplo para atividades diárias e de lazer. Caio Pedro (nome fictício para proteger a integridade do jovem), de 12 anos, mora há alguns meses na unidade e disse que gosta muito de estar no Acolher. “O que mais gosto de fazer aqui é jogar bola e tomar banho de piscina. No fim de semana eu e mais três amigos daqui jogamos bola em um time de futebol. Estou muito feliz porque vou voltar a estudar esse mês”, disse.
Numa parceria com a Defensoria Pública do Estado de Alagoas, foi realizado um bate-papo sobre como os jovens devem reagir ao se deparar com as drogas. De acordo com a defensora pública Manuela Carvalho, o objetivo desse encontro foi trabalhar a prevenção. “Trouxemos um bate-papo na linguagem deles. Aqui nessa unidade tem muitos jovens que estão sujeitos aos perigos das drogas. Muitas vezes, nas famílias, esses jovens não têm essa informação. Essa é uma forma de adquirirem conhecimento para que evitem esse caminho”, explicou.
Para a secretária municipal de Assistência Social, Celiany Rocha, essas parcerias com órgãos e instituições só têm a acrescentar no desenvolvimento saudável dos jovens. “É muito importante mostrar a eles que as drogas continuam destruindo as vidas e famílias de muitos. O trabalho que realizamos com esses adolescentes é para que tenham seus direitos garantidos e no futuro possam ter uma vida melhor com uma família estruturada, destacou
Paulo Henrique Firmino e Artur de Almeida, do Treinamento de Liderança Cristã (TLC) da Igreja dos Capuchinhos, falaram sobre a experiência de vida deles quando adolescentes e de como as drogas afetaram a vida pessoal e familiar deles. “Com a nossa experiência, tentamos transformar a vida de cada um. Cada um tem seu conflito na vida. Mas só a gente pode mudá-la, a partir das nossas escolhas”, disse o psicólogo Paulo Henrique.
As unidades de acolhimento da Semas que atendem crianças e adolescentes que por algum motivo tiveram que ser afastadas do convívio familiar são a Unidade de Adoção Rubens Colaço (crianças de 0 a 7 anos), a Casa de Passagem Luzinete Soares de Almeida(crianças e adolescentes de 8 a 18 anos), a Unidade de Acolhimento Institucional Acolher (crianças e adolescentes de 8 a 18 anos) e a Casa Lar ,que recebe grupos de irmãos biológicos de ambos os sexos de 8 a 18 anos.
Fonte: Vanessa Napoleão/Ascom Semas