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Hackaton estimula criação de soluções tecnológicas para problemas de Maceió
Uma maratona de programação na qual quem vence é a cidade, que se torna mais desenvolvida. Este foi o lema da primeira Hackaton Sebrae, conduzida em parceria com a Ilha Soft e a Veloo Telecom, realizada nesta sexta-feira (02) e sábado (03), no Sebrae em Alagoas, em Maceió. O evento permitiu uma tempestade de ideias e trabalhos assessorados por mentores e pelas empresas de tecnologia para desenvolver soluções para Maceió ligadas aos preceitos das Smart Cities, ou cidades inteligentes.
O tema foi proposto devido à proximidade com a realização do 1º Seminário Smart Cities, em 30 de novembro, e também ao novo projeto do Sebrae Nacional voltado para as cidades inteligentes, que irá contemplar Maceió a partir do próximo ano. Dessa forma, startups e estudantes universitários, divididos em sete equipes de três integrantes cada uma, puderam se juntar para pensar soluções de tecnologia, informação e comunicação (TIC) para problemas reais da capital alagoana.
Através de uma palestra de briefing sobre ‘Os problemas da cidade de Maceió’, na noite de sexta, ministrada pelo consultor do Sebrae em Alagoas João Moreira, os participantes puderam aprimorar algumas ideias ou refletir sobre os desafios propostos de outra forma. “Mais uma vez, temos o Sebrae empoderando soluções de TIC para resolver os problemas das pessoas”, defendeu.
O consultor apontou as questões que giram em torno do crescimento urbano desordenado, como a mobilidade urbana (trânsito, bicicletas, uso dos espaços), clima, gestão de gás e resíduos (lixo), energia renovável e limpa, água, comida, saúde, entre outros. João esteve com as equipes durante o sábado, com mentoria e informações reais de Maceió para os pontos abordados.
Outro suporte que as equipes tiveram foi da Ilha Soft, que apresentou a plataforma Ilhapush, uma das possibilidades de escolha para desenvolver a solução proposta na Hackaton. Leandro Neves e John Dalton, sócios da empresa, apresentaram a ferramenta na sexta e acompanharam as programações de sábado.
“Já participamos de muitas hackatons antes. Temos essa cultura dentro da empresa, e é algo muito interessante, porque tem o espírito de resolver um problema, desenvolver a ideia, o design, programar, pensar rápido. É uma atividade muito interessante e que permite o networking também, para que a gente se conheça e possa trabalhar junto”, afirmou Leandro.
Outro parceiro bastante empolgado com a maratona de programação foi a Veloo Telecom, que deu o suporte de internet necessário para a realização da atividade. Benita Rodrigues, analista de comunicação social da empresa, também fez sua defesa da cidade pensada através da tecnologia.
“A Veloo Telecom é uma empresa de comunicações, então entendemos o quão importante é estudar e elaborar ações para o desenvolvimento da cidade. Sabemos que o mundo globalizado é muito acelerado, a internet propõe uma gama de informações o tempo todo, e isso deixa a cidade em um ritmo muito intenso, e acabamos por agir de forma não muito organizada, como uma cidade inteligente. E a Hackaton propõe essa reflexão”, afirmou.
Trabalho e vencedores
Após o ‘briefing’, muito trabalho, pesquisa e programação. As equipes passaram todo o sábado no prédio sede do Sebrae para a elaboração do seu aplicativo, sistema, website ou um chatbot – um sistema configurado para que um robô realize o atendimento de uma pessoa – usando o Ilhapush, como apresentado.
Vale destacar que, além de contribuir para o desenvolvimento da cidade, a Hackaton Sebrae distribuiu prêmios entre as melhores soluções. Ao 1º lugar, foi entregue uma passagem aérea para São Paulo a cada integrante da equipe. Para a 2ª colocada, uma inscrição no curso Empretec do Sebrae para cada integrante; e um vale presente de R$ 100,00 em livros para o 3º lugar.
Os prêmios ficaram para Trânsito Livre, em 1º lugar, Ivacinne, em segundo, e LifeChild, em terceiro. Porém, outras premiações estavam em conta para os participantes. A equipe Jedi, formada por Jaciel Ferreira, Ewerton Costa e Danilo Barbosa, nunca havia participado de uma maratona de programação ou evento do tipo. Ainda estão na universidade e estavam lá para se testar.
“Somos de Sistemas da Informação, não temos startups ou um projeto ainda, mas quisemos vir e conhecer as pessoas que fazem parte desse ecossistema. Alagoas é um celeiro para startups, temos casos de muito sucesso aqui, e é importante ir conhecendo as pessoas e ver como podemos trabalhar juntos”, ponderou Ewerton.
Este é o objetivo do Sebrae para 2017, quando serão promovidas 10 Hackatons ao longo do ano e por todo o estado, com os mais diferentes temas. Além disso, une dois projetos dentro da própria empresa: o Projeto de Startups, com o seu público, e o futuro Projeto de Smart Cities, que vai demandar esses serviços tecnológicos.
“A metodologia da Hackaton é resolver problemas de uma temática. Com isso, estaremos melhorando a vida dos cidadãos, abrindo oportunidades de novos negócios, aprimoramento dos negócios que já existem no mercado, como também abrindo o próprio mercado para os estudantes que estão vindo por aí. Ela faz contato entre os projetos de Startups e Smart Cities, colocando o público que participa em um como os possíveis fornecedores do outro”, relatou Áurea Andrade, analista da Unidade de Comércio e Serviços (UCS) do Sebrae em Alagoas.
Fonte: Agência Sebrae Alagoas