Geral
Seminário Smart Cities marca discussão sobre novos modelos de cidades
Pensar e planejar cidades mais inteligentes, tecnológicas, acessíveis e integradas é garantir o bem-estar da atual geração e das que virão no futuro. Por isso, o Sebrae em Alagoas realizou, nessa quarta-feira (30), o primeiro Seminário Smart Cities, em parceria com a Prefeitura de Maceió. O evento reuniu setor privado, poder público, representantes de instituições de ensino superior, políticos, arquitetos, urbanistas e sociedade para que, através de palestras e networking, esse público pudesse trocar informações e difundir ideias para tornar Maceió uma cidade mais inteligente e conectada.
A programação foi uma prévia do projeto piloto de Smart Cities (ou cidades inteligentes), que será lançado pelo Sebrae em cinco destinos brasileiros, tendo sido Maceió uma das localidades escolhidas. As palestras apresentadas no seminário foram: ‘As cidades na era da inovação continuada’, com Eduardo Peixoto, seguido por ‘Cidades vivas e seguras’, com o arquiteto José Renato Vessoni. Na sequência, o caso de sucesso de Junior Souza, sobre segurança para produtos e sustentabilidade.
Após um intervalo para networking, as discussões voltaram com a palestra ‘Vamos falar sobre cidades: como desenvolver uma Smart & Creative City?’, ministrada por Caio César Souza, responsável pelo projeto ‘Corredores Criativos de Sorocaba’. O evento foi encerrado por André Telles e os ‘Cases e soluções práticas de cidades inteligentes’.
Roberval Cabral, diretor de Administração e Finanças do Sebrae em Alagoas, destacou a relevância do tema discutido durante a realização do seminário. “Esse é um tema global e inovador, por isso trouxemos esse seminário e vamos lançar o projeto em 2017. A tendência é que o conceito de Smart City seja mais difundido na sociedade nos próximos anos, por isso, nós do Sebrae e da Prefeitura de Maceió unimos todo mundo para discutir esses temas. Sabemos que é possível transformar Maceió em uma cidade mais inteligente e conectada”, destacou o diretor.
Manoel Messias Ferreira, secretário Municipal de Planejamento e Desenvolvimento, lembrou a importância dessa discussão, e disse que ela foi pautada em um bom momento para a cidade de Maceió.
“Trazer esse tema é mostrar que estamos conectados com a agenda mundial, com demandas de infraestrutura, economia mais pujante e salvaguarda social. Ressalto a importância desse evento e a sensibilidade do Sebrae em trazer esse debate para a nossa cidade em um momento oportuno, já que estamos revisando o nosso Plano Diretor, principal legislação que orienta o desenvolvimento da cidade”, afirmou o secretário.
Conteúdo e Inovação
A primeira palestra do evento foi sobre ‘As cidades na era da inovação continuada’, ministrada por Eduardo Peixoto, executivo chefe do Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (CESAR). Em sua explanação, o especialista enfatizou as eras pré-industrial, industrial, da informação e da inovação continuada e a relação do homem e suas cidades com as tecnologias desenvolvidas em cada uma das eras.
Na palestra ‘Cidades vivas e seguras’, o arquiteto José Renato Vessoni abordou a reestruturação de bares, restaurantes, praças, galerias e espaços urbanos como ativadores da vida nas cidades inteligentes. Ele também lembrou que, nas smart cities, os principais meios de locomoção são as próprias pernas e a bicicleta.
Já Caio César Souza, em sua palestra, enfatizou questões para o futuro das cidades e como o meio acadêmico pensa sobre as smart cities. Souza ainda destacou algumas experiências próprias, como ativismos e pesquisas, além do que foi debatido na Habitat, conferência sobre habitação e desenvolvimento urbano, realizada em outubro, na cidade de Quito, no Equador, e apresentou uma nova agenda para os próximos 20 anos.
Por fim, André Telles, fundador do iCities, mostrou os ‘Cases e soluções práticas de cidades inteligentes’, contando as experiências do iCities, que dissemina conhecimento em fóruns internacionais, trabalhando áreas como energias renováveis, instalação de um laboratório de soluções para cidades inteligentes e encubação de startups que tenham alternativas para smart cities.
Modelo de empresa para cidade inteligente
As smart cities também precisam de ideias empreendedoras e empresas sustentáveis e inteligentes. Durante o seminário, um modelo de empresa nesse formato foi apresentado. Foi a Ecotag, indústria de lacres sustentáveis de autenticidade e tags personalizadas para roupas. A primeira empresa de tags em plástico reciclado do Brasil tem mais de 340 clientes em várias partes do mundo.
Em sua sede - na cidade de Blumenau, em Santa Catarina, com mais de 1000m² e com uma estrutura produtiva de três milhões de unidades por mês -, é possível ver a cultura sustentável em seus processos produtivos e até nos móveis, quase todos feitos da reutilização de pallets. O seu diretor, Júnior Souza, contou o motivo do sucesso da empresa que nasceu em 2014 para combater a falsificação de produtos dos seus clientes.
“Não existe uma empresa sem propósito, foco e pessoas. Sozinhos, não podemos fazer nada. O segredo é a minha equipe. Outra coisa importante para quem quer abrir uma empresa inovadora é pensar nas dores, refletir qual a dor que meu empreendimento sustentável e meus produtos vão sanar”, explica Júnior.
Um dos clientes da Ecotag será uma unidade produtiva alagoana, o Instituto do Bordado Filé da Região das Lagoas Mundaú e Manguaba (Inbordal), que fechou parceria com a empresa e contará com cerca de três mil tags para a proteção de seus produtos.
Fonte: Agência Sebrae Alagoas