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Maternidade de Risco Habitual: uma realidade cada vez mais próxima
28/11/2016
O sonho dos alagoanos de terem acesso à primeira maternidade pública para gestações de baixo risco está cada vez mais próximo. A Maternidade de Risco Habitual modificará a saúde em Alagoas, garantindo às gestantes do Sistema Único de Saúde (SUS) um local mais adequado para terem seus filhos.
Com a ordem de serviço assinada no dia 21 de setembro para o início da construção da nova maternidade, o terreno onde ficava a antiga Retífica de Alagoas, ao lado da Maternidade Escola Santa Mônica, no bairro do Poço, em Maceió, já virou um canteiro de obras.
De acordo com Fernando Carvalho, coordenador do setor de engenharia da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), a construção está acontecendo dentro da normalidade e deve ser concluída no prazo estabelecido de 24 meses.
“Já concluímos o canteiro de obras, demolimos o restante da estrutura da retífica, que ainda estava de pé, e finalizamos a parte de terraplanagem e da locação da obra, que consiste em nivelar o terreno, medir e marcar a posição onde será feita a fundação, paredes, colunas e outros elementos estruturais da maternidade. Estamos agora na etapa da fundação, com previsão de conclusão para início no próximo mês”, explicou o coordenador.
A obra está orçada em R$ 24 milhões e terá 10.067,54 m² de área construída, distribuídos em um prédio de oito andares, para abrigar 100 leitos destinados ao parto, pré-parto, pós-parto, clínica e internação.
“Cuidar das mães e dos futuros alagoanos tem sido uma prioridade do governador Renan Filho desde o primeiro dia da sua administração. Não medimos esforços para reformar e, assim, acabar com a superlotação da Maternidade Escola Santa Mônica, nem para iniciar a construção da Casa da Gestante, Bebê e Puérpera. E, agora, com as obras da Maternidade de Risco Habitual, estamos vendo que o que antes era um sonho distante agora está se tornando realidade, com a construção desse complexo maternal na cidade de Maceió”, enfatizou a secretária de Estado da Saúde, Rozangela Wyszormiska.
A Maternidade de Risco Habitual ainda contará com um Centro de Diagnóstico por imagem, ambulatório ginecológico e obstétrico, pediatria, planejamento familiar, auxílio às gestantes e aos recém-nascidos de risco.
A nova unidade hospitalar também deverá ofertar um Serviço de Atendimento Especializado ao HIV e Sífilis e terapias voltadas ao atendimento de gestantes e recém-nascidos com deficiência, para que melhorem a qualidade de vida com uma estimulação precoce.
Complexo Maternal
Além da Maternidade de Risco Habitual e da Nova Maternidade Escola Santa Mônica, também está em obras a Casa da Gestante, Bebê e Puérpera.
Rozangela Wyszormiska explica que por causa desses três empreendimentos a área pode ser considerada um complexo maternal, com todas as etapas da gravidez garantidas pelo serviço público estadual desde o início da gestação, na hora do parto com duas maternidades e o período do pós-parto com a Casa da Gestante, Bebê e Puérpera.
“A Maternidade de Risco Habitual será destinada a grávidas que apresentarem um quadro de baixo risco durante a gestação ou na hora do parto. Mas, caso haja alguma intercorrência durante a gestação, as futuras mamães poderão ser direcionadas de maneira mais ágil para a Santa Mônica, que possui atendimento exclusivo para os casos de alta complexidade”, destaca a secretária.
“Já a Casa da Gestante, Bebê e Puérpera servirá para abrigar as gestantes e seus pequenos, em especial do interior do Estado, que precisarem permanecer um pouco mais de tempo em observação, mas sem a necessidade de ocupar um leito da maternidade”, finalizou Rozangela.
Fonte: João Victor Barroso
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