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Cerest Estadual é referência em ações para evitar acidentes de trabalho

28/11/2016
Cerest Estadual é referência em ações para evitar acidentes de trabalho
Mudar o atual panorama assistencial do Estado é um dos desafios que a equipe do Centro de Referência Estadual em Saúde do Trabalhador (Cerest) enfrenta, rotineiramente, com ações de prevenção aos acidentes.
O foco é evitar que os trabalhadores fiquem afastados de suas atividades por estarem internados em unidades de saúde ou que aumentem a lista de pessoas que recebem o auxílio doença pelo do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS). Entre as doenças relacionadas ao trabalho, a perda da voz está entre as que mais preocupam a equipe do Cerest Estadual. “No Centro está sendo desenvolvido um trabalho com os professores, em razão dos casos de distúrbios da voz que chegaram a 61, somente em 2016”, salientou Gardênia Santana, supervisora do Cerest. Segundo ela, foram inspecionadas escolas para identificar os possíveis riscos que podem levar o adoecimento dos professores em salas de aula. “Entre esses riscos está o tamanho, o espaço de trabalho e a quantidade de alunos, que podem fazer com que o profissional da educação tenha que elevar o tom de voz por muito tempo para poder ser ouvido por todos, o que acaba por prejudicar as cordas vocais” destacou a supervisora.   Ações Conjuntas Para desempenhar o suporte técnico, de educação permanente, coordenar os projetos de promoção, vigilância e assistência à saúde dos trabalhadores, o Cerest Estadual conta com a ajuda de diversos outros órgãos. Entre eles está a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a Defesa Civil Estadual, o Instituo do Meio Ambiente (IMA) o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), além do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e do Ministério Público do Trabalho (MPT). “Em parceria com a PRF, fazemos constantemente ações educativas nas rodovias, abordando, em especial, os caminhoneiros, uma classe de trabalhadores que alega não ter tempo de cuidar da saúde por sempre estar sem tempo. Por isso, identificamos vários casos de profissionais com sobrepesos ou obesidade, que pode acarretar no desenvolvimento de doenças crônicas como hipertensão e diabetes”. Gardênia Santana acrescentou que, quando são encontrados esses casos, o papel da equipe é conscientizar esse trabalhador com materiais educativos, informando sobre a necessidade de cuidar da saúde e, assim, evitar que a situação se agrave e acabe afastando esse profissional do trabalho.   Subnotificação Outra luta diária enfrentada pela equipe do Cerest Estadual é o combate à subnotificação de acidentes de trabalho, que são consideradas notificações de caráter compulsório pelo Ministério da Saúde, por meio da portaria 204, que definiu a lista de doenças e agravos que devem ser notificados, e a portaria 205, de fevereiro de 2016, determinando o monitoramento que deve ser feito por meio de estratégias de vigilância. “Um dos maiores problemas é a falta de informações para certos tipos de doenças e agravos, uma vez que, se o acidente não é notificado de forma correta ou se ele não é notificado, ele não existiu, dificultando o nosso trabalho e mascarando os dados. Sempre que temos a oportunidade, vamos às unidades de saúde para conscientizar sobre a importância do preenchimento correto da ficha de notificação”, disse a supervisora. Ela explicou que qualquer profissional de saúde pode preencher a ficha de notificação compulsória, informando qual a área em que trabalha, características e o diagnóstico da lesão, como foi o acidente, entre outras perguntas que devem ser feitas ao trabalhador ou a quem o estiver acompanhando no momento.   Cobertura Estadual O Centro de Referência Estadual em Saúde do Trabalhador está presente em todas as regiões de Alagoas. A rede é formada por três regionais, um centro em Arapiraca, que atende aos trabalhadores dos municípios da 7ª e 8ª Regiões de Saúde, outro em Santana do Ipanema, que abrange os municípios da 9ª e 10ª Regiões de Saúde e um Cerest Regional, situado em Maceió, beneficiando as cidades da 1ª, 4ª e 5ª Regiões de Saúde de Alagoas. Os municípios da 2ª, 4ª e 6ª Regiões de Saúde não possuem centros regionais, mas os trabalhadores dessas localidades podem buscar o auxílio do Cerest nos núcleos regionais, que estão localizados em Penedo, Matriz do Camaragibe e União dos Palmares.

Fonte: João Victor Barroso/Ascom Sesau