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Vigilância Epidemiológica cobra notificação de DSTs a laboratórios

25/11/2016
Vigilância Epidemiológica cobra notificação de DSTs a laboratórios

Integrantes do Grupo de Trabalho (GT) das Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) da Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) reuniram-se na tarde desta quinta-feira (24), no auditório da Secretaria, com representantes de Laboratórios de Análises Clínicas de Alagoas para ressaltar a necessidade da notificação de HIV e Aids para reduzir a transmissão, especialmente a vertical. Segundo o coordenador do Bloco I do PAM Salgadinho, Fábio Lins, a partir de 2017, pessoas em tratamento vão precisar fazer exame da carga viral pelo menos duas vezes por ano para garantir o repasse do Antirretroviral por parte do Ministério da Saúde.

A meta do Ministério da Saúde (MS) e da Organização Mundial de Saúde (OMS) para 2020, conhecida como 90-90-90, estabelece que 90% das pessoas saibam seu estado sorológico; que 90% dessas pessoas estejam em tratamento; e que 90% das pessoas em tratamento atinjam a carga viral indetectável.

Essa meta de 2020 tem como objetivo melhorar a inclusão e permanência de Pessoas Vivendo com HIV e Aids (PVHA) no tratamento por meio da vigilância clínica, monitoramento das pessoas que entrar em tratamento e das que nunca fizeram uso de Antiretrovirais (ARV) no Gabinete de Psicologia (GAP) do Sistema de Monitoramento Clínico (SIMC).

As PVHA em Alagoas fazem e podem fazer tratamento do Sistema Único de Saúde (SUS) nas seguintes unidades de Saúde: Bloco I do PAM Salgadinho; Serviço de Assistência Especializa (SAE) do Hospital Escola Hélvio Auto (HEHA) e Hospital Universitário (HU).

No período de 2007 a 2014 foram notificados em Alagoas 1.654 casos de PVHA em Alagoas. Durante esses anos, o maior registro foi em 2012 – com 247 e 2008 – com 246. A faixa etária que mais acomete pessoas está no adulto jovem de 20 a 34 anos. Os dados apontam 1.057 pessoas do sexo masculino e 597 do sexo feminino.

Viviane Santana integrante do GT HIV/AIDS da SMS, falou sobre a importância do preenchimento das fichas de notificação e investigação que devem ser preenchidas nas Unidades Básicas de Saúde e nos laboratórios, de forma a melhorar o objetivo pelo qual a meta da OMS foi criada.

Luciana de Oliveira, do GT Gestantes com HIV/AIDS, também destacou a importância da ficha de Notificação da Criança Exposta. ”A da do diagnóstico da criança exposta é a data do seu nascimento”, frisou.

No próximo dia 01 de dezembro – data em que se comemora o Dia Mundial de Combate a AIDS – a equipe do Bloco I do PAM Salgadinho vai ampliar o teste rápido, realizando o exame em todos os trabalhadores da unidade. Já no dia 09 de dezembro, as 14h, no auditório da SMS, a mesma equipe vai mostrar o resultado do Boletim Epidemiológico da Coordenação de DST/AIDS da SMS.

Fonte: Ascom SMS