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Slum inicia cadastro de doadores para ampliar coleta seletiva
A coleta seletiva na capital alagoana deve chegar a mais 60 mil residências nos próximos quatro anos. Está é a proposta da chamada pública que será lançada nos próximos meses pela Prefeitura, por meio da Superintendência de Limpeza Urbana de Maceió (Slum), que está finalizando os trâmites burocráticos para a publicação do edital que resultará na primeira contratação de cooperativas de catadores que serão responsáveis pela execução do serviço.
“Estamos ampliando a coleta seletiva e agora o serviço será feito de forma adequada. Com a contratação, a Prefeitura não fará uma política de assistência, mas pagará por um trabalho que as cooperativas estão executando, aumentando e gerando renda para todos os cooperados. O que está sendo feito pelo Município representa um grande passo no processo de implantação de uma política séria de coleta seletiva em Maceió, de forma pioneira na capital”, afirma o superintendente.
Na rua seguinte à de Lara, Hebert Greson também recebeu a equipe da Slum. Diferente da dona de casa, ele e sua família já contribuem com a coleta seletiva. Agora, reafirmou que continuará colaborando. “O serviço é muito importante principalmente pelo fato de muita gente não poupar a geração de resíduos e também não há muito o reaproveitamento dos recicláveis. Todo maceioense deve ajudar, pois beneficia o meio ambiente e também as pessoas que fazem a coleta. Eu apoio e indico”, enfatizou.
O edital para a chamada pública está em fase de conclusão do edital para poder ser lançado pela Prefeitura e vem sendo acompanhado pela chefia do Ministério Público do Trabalho, incluindo adequações conforme as solicitações das cooperativas. Segundo explica David Maia, a realização do serviço será monitorada pelo Município por meio de um mecanismo que acompanhará a coleta para auxiliar na prestação de contas e o pagamento às cooperativas será feito por residência atendida. A partir da contratação, a primeira etapa vai abranger 14 mil imóveis com o serviço.
Coleta seletiva
A coleta seletiva em Maceió é um processo que vem sendo incentivado pela Prefeitura desde o início da atual gestão, em 2013. No momento, o trabalho é feito por cooperativas de catadores de recicláveis – Cooprel, Cooplum e Coopvilla -, que recebem auxílio do Município com a ajuda de custo para os caminhões de coleta e assessoria administrativa, no caso das duas primeiras. Hoje, a coleta seletiva funciona efetivamente porta a porta em 13 conjuntos do complexo habitacional Benedito Bentes, cujo serviço foi iniciado em 2014 a partir da entrega do Galpão de Triagem construído pela Prefeitura no bairro. A partir disso, um trabalho de educação ambiental foi realizado com os moradores da região, que aderiram ao projeto e agora contribuem com a geração de renda dos catadores. Além destes conjuntos no Benedito, outras regiões e empresas privadas são atendidas pelas cooperativas.
Além do trabalho com as cooperativas, David Maia lembra que a Prefeitura desenvolve um importante projeto por meio da Secretaria Municipal de Proteção ao Meio Ambiente (Sempma). Trata-se das Estações de Reciclagem, que foram instaladas em três pontos estratégicos de Maceió, sendo uma na Praça da Faculdade, uma na Avenida Paulo Hollanda, em frente ao Hospital Universitário e a terceira na orla de Pajuçara.
As estações são contêineres que dispõem de espaços para a entrega de materiais recicláveis, que, após a doação feita pela população, são coletados e destinados adequadamente para a reutilização. A Sempma agora trabalha para ampliar o projeto e levar as estações para outras localidades estratégicas, fortalecendo a política de incentivo à coleta seletiva lançada pela Prefeitura de Maceió na atual gestão.
O projeto que trouxe as Estações de Reciclagem para Maceió foi lançado em dezembro de 2015. Desde então, a média de material reciclável coletado nestes equipamentos é de oito mil toneladas por mês.
Fonte: Lucas Alcântara/ Ascom Slum