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Empresários participam de oficina sobre marketing para exportação

01/11/2016

Na tarde dessa segunda-feira (31), foi realizada, na Casa da Indústria, a Oficina de Competitividade, Marketing e Vendas Internacionais. Promovida pela Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (Fiea), através do Centro Internacional de Negócios de Alagoas (CIN/AL), em parceria com o Sebrae em Alagoas, Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e Ministério das Relações Exteriores, a oficina serviu para que empresários de áreas como moda, acessórios, calçados, estofados, joias, artesanato e gêneros alimentícios pudessem conhecer aspectos sobre marketing e vendas aplicados às exportações, e como as empresas podem buscar diferenciais para entrar no mercado exterior.

Durante a oficina, Antônio Carlos Tonini, consultor em projetos de negócios pela Fundação Vanzolini, abordou temas como análises qualitativa e quantitativa de mercado; coleta de dados; criação de branding eficaz; plano de marketing internacional; e vendas internacionais. O consultor também falou sobre o atual cenário das exportações no país e sobre como a oficina pode contribuir para que os empresários exportem.

“O Brasil é uma das maiores economias do mundo, mas ainda não se posiciona como grande em relação às exportações e trocas internacionais. Acredito que o Brasil não exporta mais somente por medo. Aqui em Alagoas, uma terra tão linda como essa, existem diversos produtos exportados com muito esforço, e outros com grande potencial para serem exportados, e o empresário não exporta por fatores como a legislação. Somos bem maiores do que a gente pensa, só precisamos saber explorar nosso potencial. Essa oficina serve justamente para que o empresário descubra como entrar nesse mundo da exportação, valorizando seu potencial”, afirma Tonini.

Selo

Lucineide Ramos, representante do Instituto Bordado Filé (Inbordal), destacou a relevância de participar da oficina, sobretudo após o instituto ter recebido o selo de Indicação Geográfica (IG) da Região das Lagoas Mundaú e Manguaba para o Bordado Filé, concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).

“Esse é um evento muito importante para as pretensões do nosso grupo, principalmente após mais essa conquista, que foi o selo de IG. Agora, mais do que nunca, o Bordado Filé está em alta. Queremos aproveitar esse momento para exportar o nosso trabalho. Para isso, estamos buscando participar de capacitações como essas. A oficina é um dos nossos primeiros passos. Acreditamos que, por meio da exportação, o nosso filé possa ser ainda mais valorizado lá fora”, declara.

Citando algumas dicas para os empreendedores que pretendem exportar, Raphael Falcão, analista da Unidade de Atendimento Empresarial (UAE) do Sebrae em Alagoas, reforçou que o marketing é essencial para a comercialização internacional.

“Quem pensa em exportar, tem que ter estratégias de marketing. Não adianta o empresário querer vender para outro país sem pensar na estratégia específica para aquele lugar, já que ele pode encontrar muitos entraves, como barreiras comerciais. Além disso, a empresa poderá adequar sua embalagem, materiais, produtos e tipos para a exportação. Outra dica para o empresário é que ele pesquise sobre o país que deseja exportar e conheça os costumes do local desejado, para se adequar às normas daquela localidade”, destaca o analista.

Dielze Mello, gerente do CIN/AL, ressaltou que a oficina é uma das ações do Projeto Extensão Industrial Exportadora (PEIEX), que oferece aos empresários consultorias que analisam gestão, produtos, finanças, marketing, exportação e vendas. A gerente também destacou a importância do evento.

“Muitas empresas nem pensam em exportar, mas, ao colocarem os produtos em canais de distribuição como um site, por exemplo, clientes de todas as partes do mundo podem ver e ter interesse em comprar. O empresário pode vender para qualquer lugar do mundo. Ter vantagens competitivas que deixem as empresas mais preparadas para o mercado internacional é essencial. Essa oficina contribui para isso. Exportar é um caminho longo, mas traz muitos aprendizados e novas oportunidades”, frisa Dielze.

Agência Sebrae Alagoas