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Unidades de Pronto Atendimento oferecem serviço mais ágil

31/10/2016
Unidades de Pronto Atendimento oferecem serviço mais ágil
Com a abertura e manutenção das nove Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), o Governo de Alagoas modifica o cenário da saúde no Estado, trazendo um atendimento rápido, de qualidade e mais próximo da população, em especial a do interior do Estado que, por muitos anos, não tinha escolha, a não ser se deslocar para a capital e receber atendimento no Hospital Geral do Estado (HGE). São duas Upas em Maceió, uma em Marechal Deodoro, Maragogi, Penedo, São Miguel dos Campos, Delmiro Gouveia, Viçosa e Palmeira dos Índios.
As UPAS funcionam 24 horas por dia, os sete dias da semana, com seus profissionais solucionando 97% dos casos de urgência e emergência que chegam até as unidades, como casos de hipertensão, febre alta, fraturas, cortes, infartos e derrames. Das duas unidades inauguradas em Maceió, em 2016, uma está localizada no bairro do Trapiche da Barra, para atender às pessoas que residem na parte baixa da cidade, e a outra no bairro mais populoso da capital alagoana, o Benedito Bentes, situado na parte alta de Maceió.   Agilidade no atendimento
Mesmo possuindo uma estrutura simplificada, com aparelho raio-X, eletrocardiografia, laboratório de exames, leitos pediátricos e de observação, as UPAS de Maceió já são consideradas referência no atendimento pela população da região, como afirma a dona de casa, Virgínia Sabino, 39, residente do bairro de Jacarecica, que antes era atendida no minipronto-socorro do Jacintinho, por ser mais próximo de casa, mas, agora, prefere andar um pouco mais para receber um atendimento mais ágil na UPA do Trapiche. “Essa é a 3ª vez que venho até aqui como acompanhante. Primeiro trouxe minha mãe, depois a minha filha e, agora, estou com a minha irmã, que estava sentindo dores no estômago. Na unidade do Jacintinho nós esperávamos entre 20 e 30 minutos para sermos atendidas e nas três oportunidades que vim aqui na UPA o atendimento foi rápido e excelente. Preenchemos a ficha de atendimento e em menos de 5 minutos os médicos já estavam nos atendendo, sempre muito atenciosos e preocupados em resolver da melhor maneira o nosso problema”, afirmou a dona de casa. Além da situação apresentada pela senhora Virgínia Sabino, outro caso onde ficou comprovada a agilidade nos serviços prestados pela UPA do Trapiche foi o atendimento à senhora Emília Gomes, 75, que veio acompanhada do filho Ednaldo Gomes. “Essa foi a primeira vez que viemos até aqui. Trouxe minha mãe de Cruz das Almas, pois ela tem problema de hipertensão e estava com a pressão muito elevada. Pensei que iria passar muito tempo esperando para ela ser atendida, mas fiquei surpreso com a rapidez no atendimento e o cuidado que todos os profissionais que trabalham aqui tiveram com a minha mãe”, afirmou Ednaldo Gomes. De acordo com Cristina Calado, gerente de Atenção Pré-hospitalar da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), as Unidades de Pronto Atendimento são classificadas em três portes, conforme o tamanho da população que irá atender. “As Upas da capital são classificadas como de porte 3, por atingir uma população entre 200 e 300 mil pessoas. Possui 15 leitos e capacidade para atender, em média, 350 pacientes por dia. Ao recebem um paciente, os médicos vão prestar o socorro, controlar o problema e apresentar um diagnóstico. Dependendo da gravidade do caso, como nas situações de infarto, AVC ou problemas pulmonares, os profissionais estabilizam o paciente e encaminham para o HGE”, salientou a gerente. Cristina Calado ainda explicou como funciona a triagem para o atendimento da população, que vai da situação mais grave, com atendimento imediato, até o mais brando, que pode levar um pouco mais de tempo. “O que torna o atendimento sempre rápido e efetivo em todas as Upas do Estado é a triagem dos pacientes, que é baseada nos sintomas classificados por cores: vermelho, para o atendimento imediato, no qual exista risco de morte; amarelo, nos casos de atendimento rápido; verde, pouco urgente, para casos menos graves, mas que exigem atendimento médico em até duas horas; e azul; para casos não urgentes, em pacientes com menor complexidade e sem problemas recentes”, explicou.   Financiamento estadual
Os governos federal, estadual e municipal precisam dividir a quantia de R$ 1 milhão para manter uma Unidade de Pronto Atendimento funcionando em perfeitas condições e sempre trazendo benefícios para a população. Desse montante, 50% cabem ao Governo Federal, 25% ao Estado e os outros 25% ao Município. No caso das duas Upas de Maceió que não foram ainda habilitadas pelo Ministério da Saúde, o Governo do Estado assumiu 75% do custeio, que representa o repasse de R$ 750 mil por mês.   Telemedicina Pensando em aprimorar cada vez mais os atendimentos oferecidos à população alagoana, a Secretaria de Estado da Saúde, em parceira com o Hospital do Coração, implantou em três Upas o serviço de Telemedicina, para agilizar o diagnóstico e tratamento nos casos de infarto agudo do miocárdio. A Sesau capacitou as equipes das Upas de Maceió e de Delmiro Gouveia, para quando o paciente chegar à unidade com dores no peito ser submetido a um eletrocardiograma, que vai atestar se ele está enfartando ou corre risco de enfartar. De forma ágil e eficiente, o exame será remetido instantaneamente, via internet, para a Central Cardiológica que funciona 24 horas no Hospital do Coração.

Fonte: João Victor Barroso/Ascom Sesau