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Concurso Lácteo premia os melhores produtos da cadeia do leite em Alagoas

27/10/2016
Concurso Lácteo premia os melhores produtos da cadeia do leite em Alagoas

O tradicional Concurso Lácteo, que premia os melhores produtos derivados do leite em Alagoas, entregou, na noite dessa quarta-feira (26), as medalhas e certificados aos ganhadores de sua 12ª edição. Ao todo, participaram 17 laticínios competidores distribuídos em 14 categorias, que contemplam manteiga, iogurtes, bebida láctea, leite pasteurizado, coalhada e queijos, entre outros produtos derivados do leite. Promovida pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), com o apoio do Sebrae em Alagoas, a maior competição do segmento leiteiro em Alagoas foi uma atração do 19ª Proleite, que é um dos eventos da 66ª Expoagro/AL, no Parque da Pecuária.

O iogurte natural do Laticínio Batalha obteve a maior pontuação entre todos os selecionados e conquistou o prêmio de produto do ano. A empresa ainda levou mais oito medalhas para o município de Batalha. Ao todo, 12 laticínios conquistaram medalhas nas mais diferentes categorias: Alba, Ducamp, Montrey, Murici, Batalha, São Félix, Líder, Da Mata, Ki Paladar, Tudo Bem, Serra do Vento e Pindorama. A banca julgadora do concurso foi composta por representantes de instituições parceiras, como o Senai e o Sebrae em Alagoas, profissionais da área, formadores de opinião e consumidores dos produtos, como pessoas de redes de restaurante e hotelaria.

Este ano, novas regras foram inseridas e contemplam as 14 categorias do evento. Por exemplo, os produtos passaram a ser adquiridos diretamente nos pontos de vendas indicados pelos laticínios. As mudanças também incluíram a forma de premiação, pois somente os produtos que alcançaram notas acima de 80% de satisfação e excelência dos jurados foram premiados com medalhas de ouro, prata e bronze. Sem esquecer que o júri não fica sabendo qual a marca do produto antes de provar.

Marcos Fontes, gerente adjunto da Unidade de Agronegócios do Sebrae em Alagoas, comemorou o aumento da nota média dos produtos que competiram este ano. Ele destacou que os produtores e empresários têm compreendido a importância da criação de processos de produção e, principalmente, a necessidade da assistência técnica. “Isso reflete um pouco do trabalho que a gente vem fazendo. Este ano, a gente já conseguiu formalizar quatro laticínios, e até dezembro vamos conseguir mais um”, afirma.

E acrescenta: “em momentos festivos como esses, avaliamos que nossas ações para o segmento estão obtendo resultados. Quem está dizendo isso não somos nós; são os consumidores que julgam e atestam a qualidade do que está chegando ao mercado. A busca por mais leite fortalece toda a cadeia”, analisou, agradecendo aos apoiadores e patrocinadores que acreditam na seriedade do julgamento.

Para a realização do evento, ele fez questão de citar o apoio recebido da Associação dos Criadores de Alagoas (ACA), Organização Arnon de Mello (OAM), Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária, Pesca e Aquicultura (Seagri), Cooperativa de Produção Leiteira de Alagoas (CPLA), Sindicato das Indústrias de Laticínios e Produtos Derivados do Leite de Alagoas (Sileal), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Alagoas (Faeal).

Para a professora Larissa Casado, gestora do Proleite, o concurso é fundamental para cadeia leiteira de Alagoas. Ela destacou que, desde 2009, a competição acontece nos moldes da França, e que apenas produtores que tenham laticínios devidamente inspecionados no estado de Alagoas participam da competição. “Todas as empresas que possuem selo de inspeção da Adeal ou do Ministério da Agricultura são convidadas a participar, e cada uma delas concorre em quantas categorias quiser”, explica.

Diversificação 

Para o proprietário do Laticínio Batalha, Adário Monteiro, que comemorou a vitória com o produto do ano – o iogurte natural –, a participação no concurso é muito importante para fortalecer a cadeia do leite no estado, especialmente porque a competição faz com que os produtores melhorem e diversifiquem seus produtos ano a ano. “Esse prêmio é um selo de garantia para o nosso consumidor, para ele saber que leva para casa um produto de muita qualidade e aprovado por quem entende”, assegura.

Adário destacou a importância de uma competição desse porte. “O segmento se reúne e mostra para a sociedade que deu um passo a mais na busca por excelência e qualidade. Sempre digo aos colegas que é importante que todos os laticínios participem para contribuir com o fortalecimento da cadeia leiteira, através do melhoramento do que é produzido e disponibilizado no mercado”, afirma o empresário, visivelmente emocionado com a conquista das medalhas.

Para o proprietário do laticínio Montrey, Marílio Cruzeiro, a premiação mostrou a capacidade dos produtores de Alagoas, que, nos últimos tempos, têm ousado mais para conquistar o mercado interno. Ele comemorou por ter levado o primeiro lugar em três categorias de bebida láctea: morango, ameixa e frutas, e também pelo apoio recebido pelo Sebrae em Alagoas. “O Concurso Lácteo estimula as empresas a desenvolverem produtos cada vez melhores e obterem notoriedade no mercado”, comenta o empresário de Major Izidoro, planejando competir com novos produtos em 2017.

Já a representante do laticínio Alba, Sara Lopes, que levou seis medalhas e certificados para empresa, avaliou que a premiação reforça o posicionamento de cada empresa no mercado, como a dela, que esteve entre as três melhores com bebidas lácteas, manteiga e ricota. “Conseguimos saber o quanto cada produto está sendo aceito no mercado a partir do julgamento que é feito nesse concurso. É um evento bom para todos os laticínios e para todos os consumidores, já que todo mundo sai ganhando”, analisa.

Competitividade 

Para o professor Ernesto Krug, da Associação Gaúcha de Laticinistas e Laticínios (AGL) e um dos palestrantes do Proleite, o concurso reconhece que o mercado alagoano tem se valorizado para oferecer o que há de melhor em leite e derivados. “O concurso mostra que o estado está no mapa dos produtos de primeira qualidade, não deixando a desejar a nenhum outro lugar no país. Esse concurso cria um melhoramento contínuo e ainda estabelece a busca dos melhores dentre os melhores”, avalia.

Krug explica que esse tipo de concurso é algo muito novo no Brasil, mas que na Europa é algo secular, como ele aprendeu quando estudou na Alemanha. “A gente vivenciou nos últimos anos todo o crescimento do segmento de lácteos no país. Uma busca por eficácia e eficiência na qualidade e na gestão. Temos muito a crescer, mas premiações dessa natureza estimulam o nosso consumidor. Esses produtos podem ocupar espaço nos principais mercados, inclusive do mundo”, observa.

Ele também lembrou que o evento serve como meio de divulgação para os laticínios e produtores alagoanos. “É interessante que as empresas participem. Quanto maior o número de candidatos, melhor, porque o concurso serve de vitrine para eles”, acrescenta.

 Fonte: Agência Sebrae Alagoas