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Empresas apostam na tecnologia e oferecem produtos contra raios UV
O verão em Alagoas é quase permanente o ano inteiro. Apesar de uma estação de chuvas entre maio e agosto, o calor e o sol estão presentes quase todo o ano, o que pede proteção extra contra os excessos do sol. Consultar um dermatologista e usar filtro solar é quase obrigatório, além do uso de tecidos tecnológicos que ajudam a bloquear os raios ultravioletas, que causam danos à saúde, principalmente à pele e aos cabelos.
“Sabemos da importância do sol na vida das pessoas e, de forma consciente, é possível usufruir de seus benefícios, por isso defendemos o uso constante dos produtos com filtro solar”, defende Geisiane Presmich, doutora em Produção e Controle de Medicamentos e Cosméticos e proprietária da Dermage Maceió, marca que trabalha com produtos dermatologicamente testados, além de farmácia de manipulação.
Para quem usa, além da variedade de fatores de proteção para cada tipo de pele, várias marcas vêm apresentando itens de vestuário com tecnologia desenvolvida especialmente para proteger as pessoas dos efeitos nocivos dos raios ultravioleta.
“Nós trabalhamos com moda praia e casual, mas os produtos com proteção são fundamentais em qualquer coleção. A procura é sempre grande, principalmente por atendermos ao mercado alagoano, onde a praia e a piscina fazem parte dos hábitos de lazer e não apenas durante o período de férias”, afirma a empresária Thamara Barbosa, proprietária da loja Líquido, franquia nacional instalada em Maceió.
A administrador e professor universitário Vinícius Ferro passou a utilizar roupas com proteção UV na prática de esportes. “A gente começa a ter contato com esses tecidos tecnológicos por conta da atividade esportiva, mas acaba incorporando ao dia a dia. Hoje em dia a minha esposa e filha também usam, principalmente quando vamos passar o dia na praia”, conta.
As peças disponíveis hoje em dia no mercado são variadas: camisas, shorts, bermudas, viseiras, bonés e chapéus. No caso da Dermage, a parceria para os produtos foi feita com a fabricante UV.LINE, empresa criada em 2013. Mas o conceito de roupas para proteção solar surgiu na Austrália, em 1996.
“Todos os tecidos utilizados pela UV.LINE são submetidos a rigorosos testes da Agência Australiana de Proteção à Radiação e Segurança Nuclear, entidade que desenvolveu a norma que mede o FPU dos tecidos: 30, 40 ou 50. As peças são produzidas com tecidos especiais, de alta tecnologia”, informa Geisiane Presmich.
No caso da Líquido, os tecidos com proteção UVA estão presentes nas mais diversas peças do vestuário. “São roupas que, além da beleza, apostam no combate aos efeitos nocivos da radiação solar, que além da praia e piscina, protegem os esportistas, que praticam atividade ao ar livre”, complementa Moara Barbosa, também sócia da franquia em Maceió.
O fisioterapeuta Paulo Tenório é praticante de surf e compra camisas com fator de proteção por causa da exposição direta ao sol. “Minha mulher comprou a primeira peça e desde então não consigo mais pegar onda sem a roupa com tecido especial contra os raios UV. É isso e o protetor solar, sem eles não tem como suportar a incidência de sol que é muito alta aqui em Alagoas”, afirma.
A farmacêutica Geisiane Presmich alerta que o uso de proteção solar não se limita aos dias e horários com mais grau de insolação. “Temos que nos proteger sempre, mesmo em dias nublados. Todos nós estamos sujeitos aos malefícios da exposição incorreta dos raios que afetam a saúde. A tecnologia e as aplicações decorrentes dela estão disponíveis para ajudar a prevenir contra doenças mais graves”, concluiu a especialista.
Fonte: Conteúdo Mescla