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Memorial Pontes de Miranda realiza palestra "Museus, Memórias e Economia da Cultura"
A apresentação musical “Cantando Flores” - exibida pelo cantor Igbonan Rocha e pelo violinista Altair Roque -, abriu a programação especial do Memorial Pontes de Miranda do Tribunal Regional do Trabalho da 19ª Região (MPM) no segundo dia de comemorações alusivas à 10ª Primavera dos Museus. Em seguida, foi ministrada a palestra “Museus, Memórias e Economia da Cultura", pelos professores Greciene Lopes e Elder Patrick Maia Alves. O evento aconteceu no auditório do Tribunal Pleno do TRT/AL. Ao proferir o discurso de abertura da programação, o desembargador Pedro Inácio da Silva ressaltou a importância do tema abordado pela 10ª Primavera dos Museus e enfatizou que a iniciativa contribui para estreitar as relações do MPM com magistrados, servidores e a sociedade. O magistrado lembrou que o Memorial Pontes de Miranda foi a primeira instituição museológia da Justiça do Trabalho do país. "Sempre que visito nosso espaço de memória, penso que o tempo e a história desfilam na nossa frente. Faço uma reflexão, por meio do acervo, sobre o que pensavam magistrados, servidores, trabalhadores e a sociedade. Vejo o quanto mudaram as relações sociais e, até mesmo, o mobiliário nas Unidades Judiciais. É necessário conhecer melhor para preservar e educar", concluiu. A conferencista Greciene Lopes, professora doutora e consultora Unesco para o Departamento de Patrimônio Imaterial/IPHAN, discorreu sobre o papel social desempenhado pelos museus para a promoção de trocas simbólicas, culturais, de saberes e de experiências, assim como sua contribuição para a dinamização da cadeia produtiva da cultura de modo sustentável. Segundo ela, os bens materiais e imateriais estão unidos. Graciene Lopes informou que a Superintendência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em Alagoas trabalha com inventários, registros, vigilância, tombamento, desapropriação e preservação. "Temos um significativo exemplo da atuação do IPHAN na luta diária pela preservação da diversidade das expressões artísticas e culturais no município de Penedo. Atualmente, estão sendo restaurados o Teatro 7 de Setembro, a orla e os cinemas São Francisco e Penedo. Além disso, a superintendência trabalha visando adquirir o registro de patrimônio imaterial para a Procissão do Senhor do Bom Jesus dos Navegantes", observou. Elder Patrick Maia Alves, professor doutor do Instituto de Ciências Sociais (ICS) da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), focou os aspectos econômicos em função da movimentação financeira proporcionada pelos espaços museológicos no mundo. Destacou também a repercussão da ampliação da renda familiar dos brasileiros no ano de 2014, que, segundo ele, proporcionou mais acesso à cultura. Em seguida, apresentou dados dos museus mais visitados no mundo e aspectos de legislação que empregam recursos públicos para salvaguarda de patrimônios culturais. De acordo com Alves, os museus projetam as cidades e os espaços culturais são meios de transformações econômicas. '"Na economia contemporânea, os governos investem em museus, lazer, entretenimento e cultura. Os recintos culturais estão acoplando conjuntos de serviços, como livraria, cafeteria e lojas. Isso aquece a economia e gera emprego", disse. Este professor ainda acrescentou que as cidades se projetam com turismo cultural e as pessoas fortalecem sentimentos de pertencimento com os valores culturais da sociedade.
Fonte: Ascom TRT AL